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O SOPRO DOS DRAGÕES
Diálogos interdisciplinares em torno das potências elementares

Entre os dias 9 e 18 de setembro de 2026, Selvagem se junta ao Instituto de Ciências Jurídicas e Filosóficas da Universidade de Sorbonne (ISJPS), em parceria com AFIELD e KADIST, para realizar O Sopro dos Dragões, uma continuidade do trabalho de pesquisa da cátedra Habitabilidade da Terra e Transições Justas da Sorbonne, com a coordenação da antropóloga e pensadora Nastassja Martin.

Os encontros serão presenciais na França – em Paris e na comuna francesa La Grave, na região dos Alpes –, com uma programação que inclui rodas de conversa, exibições de filmes e uma residência de pesquisa e criação junto à comunidade de La Grave.

Conheça outras colaborações de Nastassja com a Selvagem clicando aqui ou através das abas abaixo.

“Nossa intenção é trabalhar coletivamente para a emergência de novas respostas, que passem por outras maneiras de pensar nossas relações com os seres e entidades que compõem nossos mundos e tornam nossos meios de vida habitáveis.”
– Nastassja Martin
ENCONTROS ABERTOS AO PÚBLICO
– 9 a 11 de setembro, no Musée Départemental Albert Kahn – INSCRIÇÕES AQUI

• Dia 9 – De recursos às potências elementares: reformular a questão climática

14h • Introdução com Nathalie Doury (diretora do Museu Albert Kahn)
14h30-15h30 • Conferência inaugural com Nastassja Martin (Antropóloga – ISJPS)
15h45-17h45 • Epistemologia crítica da habitabilidade nas geociências e nas ciências humanas – Mesa-redonda com Maya Leroy (responsável pela gestão do ambiente, AgroParisTech), Jérôme Gaillardet (geoquímico, Instituto de Física do Globe de Paris), Veronica Calvo (Antropóloga, IEA Nantes) e Martine Drozdz (Geógrafa, MFO Oxford), mediação de Nastassja Martin

• Dia 10 – Etnografias elementares: perspectivas antropológicas e cosmopolíticas dos fluxos geofísicos

10h • Abertura do dia por Nastassja Martin
10h15 – 11h15 • Pensar com o fogo – Sasha Jurdant (doutora em filosofia, Universidade de Toulouse – Le Mirail)
11h30 – 12h30 • Nhe’ẽry – Onde os espíritos se banham – Carlos Papá (Cineasta, coordenador da Escola Viva Guarani Arandu Porã)
14h15 – 15h15 • Os Maias, a morte e as águas, limiar e liminaridade em Palenque-Lakamha – Alizé Lacoste Jeanson (antropóloga, UNAM México)
15h30 – 16h30 • Pensar os fluxos na energia eólica: trabalho móvel e cosmologias do vento – Gaëlla Loiseau (antropóloga, pós-doutoranda ISJPS-Sorbonne Paris 1)
16h45 – 17h45 • Da terra macia à Via Láctea: dinossauro com penas e ema gigante na AustráliaBarbara Glowczewski (antropóloga, pesquisadora emérita do CNRS, LAS Paris)

• Dia 11 – Memórias vivas: inventar dispositivos museológicos e institucionais alternativos para responder às crises sistêmicas

10h • Abertura do dia por Nastassja Martin
10h15 – 12h • Entre memórias vivas e amnésias coletivas: políticas de (re)animação dos objetos – Mario Ama Tuki (diretor das coleções do Museu Antropológico Pai Sebastian Englert), Katia Fersing (etnóloga, diretora do Museu de Millau e dos Grands Causses)
13h45 – 14h45 • A esqueleto das imagens: vestígios de um museu anacrônico no fim do mundo – Danilo Petrovitch (antropólogo, MUCAM), Miguel Caceres (diretor do Museu de História Natural de Rio Seco)
14h45 – 15h45 • Dialogar com as potências elementares: tecer saberes indígenas, ciências e artes – Cristine Takuá (coordenadora do movimento indígena das Escolas Vivas) e Anna Dantes (diretora da Associação Selvagem e da Dantes Editora)
16h – 17h • Os jardins Albert Kahn: habitar a Terra entre as guerras – Gregory Quenet (historiador ambiental, Universidade de Versailles-Saint-Quentin-en-Yvelines)
17h30 • Encerramento dos encontros por Nastassja Martin

– 12 de setembro, no Cinéma Le Louxor – INSCRIÇÕES AQUI

• Dia 12 – Para aqueles que foram devorados pelas cidades douradas

19h – 21h • Noite de encerramento dos encontros Habitabilidade da Terra

Os encontros Habitabilidade da Terra e Transições Justas associam-se a KADIST e a AFIELD para uma noite de encerramento no cinema Le Louxor (10o arrondissement de Paris), com a presença de Nastassja Martin e de integrantes da Associação Selvagem (Anna Dantes, Carlos Papá e Cristina Takuá). Uma seleção de filmes da coleção KADIST e as Flechas Selvagem, exibidas em diálogo com os artistas, dá continuidade às trocas e reflexões abertas ao longo desses três dias. Momento seguido de confraternização e celebração.

– 18 de setembro, no festival de Villar d’Arène

Entre os dias 13 a 18 de setembro, será realizada uma residência de pesquisa e criação no refúgio Chancel, na região de La Grave, reunindo os convidados dos encontros e a comunidade de La Grave para uma série de atividades de partilha, convivência e reflexão.

No dia 18, às 17h, proporemos uma apresentação pública do trabalho realizado no refúgio, na praça pública de Villar d’Arène, no âmbito das jornadas do patrimônio da comuna e da abertura do pequeno festival de Villar d’Arène.

REALIZAÇÃO
PARCEIROS INSTITUCIONAIS
PROGRAMA COMPLETO

Acesse aqui o programa do ciclo, disponível em português e francês, com todas as informações sobre os encontros e atividades.

MAIS PARTICIPAÇÕES DE NASTASSJA MARTIN NA SELVAGEM
– Veja também a playlist “Nastassja Martin no Selvagem Ciclo“.

Ailton Krenak e Nastassja Martin conversam sobre escutar as reações dos elementos como possibilidade de dissolver as experiências extrativistas impostas pelo mundo da mercadoria e de imaginar futuros com outras formas de relação, cuidado e coexistência no planeta.

A fala de Nastassja Martin que deu origem a este capítulo também se desdobrou no caderno Selvagem TRANSBORDAMENTOS, com traduções em francês, inglês e espanhol.

EN   FR   ES

Refletindo sobre a ruptura dos vínculos entre mundos e propondo caminhos para retomar diálogos interrompidos com forças elementares, Nastassja Martin elabora sobre como reconstruir relações onde transbordamentos – como enchentes, rupturas e excessos – não são vistos somente como desastres, mas como respostas que requerem uma escuta afinada aos saberes que nunca deixaram de reconhecer e ouvir suas vozes.

• Visita à Escola Viva Guarani

Após a realização da residência artística indígena Casa Escola Viva e do encontro Águamãe, em outubro de 2025, os artistas e coordenadores das Escolas Vivas seguiram para uma imersão no território da Escola Viva Guarani, onde passaram dias de convivência, diálogo, fortalecimento espiritual e intercâmbios de saberes entre os diferentes povos. Nastassja Martin também esteve presente nesse momento, conhecendo os coordenadores das Escolas Vivas e dialogando com a equipe Selvagem presente.

Nastassja Martin, Cristine Takuá (coordenadora do movimento Escolas Vivas) e Netë Huni Kuï (coordenadora da Escola Viva Huni Kuï) na Arandu Porã, a Escola Viva Guarani

Neste segundo episódio da série “Conversa na Rede”, Ailton Krenak e Nastassja Martin se encontram na casa de Denise Milfont, no Rio de Janeiro. Tecendo fios de palavras, dialogam sobre temas como a separação entre natureza e cultura, a potência da oralidade e a diversidade de entendimentos sobre os limites do mundo vivo.

Noite e dia. A trajetória contínua de mundos que se entrelaçam. Primeira conversa realizada como parte do ciclo de estudos Sonhos, que reuniu, em 2022, conhecimentos de pessoas, culturas e povos que confiam na linguagem e no poder transformador dos sonhos. Conversa disponível com áudio original (português-francês) ou traduzido em português.

Entre 2015 e 2020, Nastassja Martin viveu intermitentemente com Daria e sua família, do povo Even, perto do rio Icha, na península de Kamtchatka, no extremo oriente da Rússia. O texto deste caderno foi cedido à Selvagem ainda de forma inédita para publicação no âmbito do Ciclo Sonhos, que contou também com a participação de Nastassja, e depois veio a integrar seu livro À l’Est des rêves – réponses Even aux crises écosystémiques [A leste dos sonhos – respostas Even às crises sistêmicas].