Skip to main content
Baniwa Living SchoolGuarani Living SchoolHuni Kuin Living SchoolMaxakali Living SchoolTukano-Desana-Tuyuka Living SchoolLiving Schools indigenous movementExposições

DESEMBARCANDO DA EXPOSIÇÃO: imersão na Escola Viva Guarani e o retorno aos territórios

By 1 September 2026#!30Fri, 11 Sep 2026 20:46:57 -0300-03:005730#30Fri, 11 Sep 2026 20:46:57 -0300-03:00-8America/Sao_Paulo3030America/Sao_Paulo202630 11pm30pm-30Fri, 11 Sep 2026 20:46:57 -0300-03:008America/Sao_Paulo3030America/Sao_Paulo2026302026Fri, 11 Sep 2026 20:46:57 -0300468469pmFriday=0#!30Fri, 11 Sep 2026 20:46:57 -0300-03:00America/Sao_Paulo9#September 11th, 2026#!30Fri, 11 Sep 2026 20:46:57 -0300-03:005730#/30Fri, 11 Sep 2026 20:46:57 -0300-03:00-8America/Sao_Paulo3030America/Sao_Paulo202630#!30Fri, 11 Sep 2026 20:46:57 -0300-03:00America/Sao_Paulo9#No Comments
Back
Home
DESEMBARCANDO DA EXPOSIÇÃO:
imersão na Escola Viva Guarani e o retorno aos territórios

01 de setembro de 2026

 

A montagem e a abertura da exposição “Long Live the Living School exhibition” no Instituto Tomie Ohtake, que esteve em cartaz do dia 10 de junho a 9 de agosto, marcaram o terceiro grande encontro presencial das Living Schools indigenous movement, um movimento que seguiu para além da cidade de São Paulo. Após a inauguração da exposição, coordenadores, artistas e integrantes das cinco Escolas Vivas zarparam em direção à Guarani Living School, na Terra Indígena Ribeirão Silveira, para uma imersão na Nhe‘ëry (Mata Atlântica) à convite de Cristine Takuá, coordenadora das Escolas Vivas. Ao final desse percurso, cada Escola Viva retomou o seu caminho de volta, dando continuidade às suas atividades e trouxeram novidades dos territórios, entre as quais destacam-se os novos encontros da Tukano-Desana-Tuyuka Living School e uma nova exposição da Escola Viva Guarani no Museu das Culturas Indígenas, em São Paulo, em cartaz até dezembro de 2026.

Artistas e coordenadores das cinco Escolas Vivas no território da Escola Viva Guarani. Foto: Elisa Mendes.

Cinco dias na Escola Viva Guarani

Na manhã seguinte da abertura de Viva Viva Escola Viva, no dia 10 de junho, as Escolas Vivas seguiram até a Aldeia Ribeirão Silveira, onde mora a coordenadora das Escolas Vivas, Cristine Takuá, junto a seu companheiro Carlos Papá, coordenador da Escola Viva Guarani, e sua família, para cinco dias de convivência e imersão na Nhe’ëry (Mata Atlântica).

Comitiva da Escola Viva Maxakali em visita à Arandu Porã, Escola Viva Guarani. Foto: Elisa Mendes.

Depois de duas semanas de trabalho em torno da montagem da exposição na capital paulista, o encontro se voltou para novas trocas, sendo o terceiro grande encontro presencial das Escolas Vivas. O primeiro aconteceu na primeira edição da exposição Viva Viva Escola Viva, realizada na Casa Brasil, no Rio de Janeiro, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024. Em seguida, a residência artística Casa Escola Viva, em outubro de 2025, foi novamente um momento de reunião em torno da criação artística e do intercâmbio de saberes e histórias através da arte. 

Isael Maxakali escreve “Escola Viva” na língua Maxakali, celebrando o encontro das cinco Escolas Vivas.
Foto: Elisa Mendes.

A programação dessa terceira imersão se iniciou com uma grande roda de conversas e cantos na opy’i, a casa de reza, em que todos os coordenadores e representantes das cinco Escolas Vivas presentes tiveram a oportunidade de falar sobre seu trabalho, seu território e os movimentos atuais de sua Escola Viva, além de compartilhar cantos e rezas.

Os anfitriões Cristine Takuá e Carlos Papá junto ao fogo na opy’i, casa de reza. Fotos: Acervo Selvagem.

Após essa conversa inicial, os dias incluíram caminhadas na floresta, cerimônias de fortalecimento espiritual e inúmeros momentos de diálogo, convívio e partilha entre as diferentes Escolas Vivas presentes e a equipe Selvagem, buscando novos caminhos para os desafios enfrentados nos territórios.

Nete e Dua Buse, coordenadores da Escola Viva Huni Kuin. Fotos: Elisa Mendes.

Durante a imersão, também foram realizadas filmagens com cada coordenador e coordenadora, que trouxeram falas aprofundando temas, como a história das plantas medicinais, o surgimento dos cantos ritualísticos e a importância dos saberes das mulheres indígenas, entre outros. As falas serão publicadas em breve no site e canal Selvagem.

Elisangela, Maria Bidoca e Francy Baniwa, integrantes da Escola Viva Baniwa.

João Paulo Tukano, coordenador da Escola Viva Tukano-Desana-Tuyuka.
Fotos: Elisa Mendes.

De volta aos territórios

Além de ter acolhido a reunião das Escolas Vivas, a Guarani Living School realizou diferentes atividades entre a Terra Indígena Ribeirão Silveira e a cidade de São Paulo, como o encontro “Diálogos com mulheres e meninas sobre o Bem Viver, parto, plantas e resistência”, dando continuidade às trocas sobre conhecimentos, práticas e modos de vida Guarani, uma visita mediada à exposição Long Live the Living School exhibition com jovens da Escola Viva Guarani e da Terra Indígena do Jaraguá e o lançamento de Ayvu Porã, a nova exposição do Museu das Culturas Indígenas, em cartaz até dezembro de 2026 em São Paulo, que reúne xilogravuras produzidas por jovens Guarani da Escola Viva Guarani, da aldeia do Jaraguá e do Vale da Ribeira.

Participantes do encontro “Diálogos com mulheres e meninas sobre o Bem Viver, parto, plantas e resistência”, na Escola Viva Guarani. Foto: Acervo Selvagem.

Inauguração da exposição Ayvu Porã no Museu das Culturas Indígenas, em São Paulo. Fotos: Acervo Selvagem.

Após a imersão, a Tukano-Desana-Tuyuka Living School, o Centro de Medicina Indígena Bahserikowi, retornou à Manaus e seguiu nas articulações para ampliar a circulação e comercialização dos artesanatos produzidos no espaço, assim como no planejamento para a retomada da produção de medicamentos tradicionais em seu laboratório. 

Ao longo do mês de junho, receberam também a visita de estudantes dos cursos de Medicina e de Ciências Sociais da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e de integrantes do coletivo Lideranças Antirracistas, que aproximaram os participantes dos conhecimentos e das práticas da medicina indígena e deram continuidade ao diálogo entre os saberes tradicionais e a universidade. Outro acontecimento de destaque foi a participação de Carla Wisu, coordenadora da Escola Viva Tukano-Desana-Tuyuka, no ClimaPET, em Porto Velho (RO), onde apresentou perspectivas indígenas sobre as relações entre clima, território, biodiversidade e saúde.

Registro do encontro com o coletivo Lideranças Antirracistas no Bahserikowi. 

Estudantes da UFAM no Bahserikowi.

Participação de Carla Wisu no evento ClimaPET, em Porto Velho (RO).
Photos: Selvagem Collection

Na Baniwa Living School, na Terra Indígena Alto Rio Negro, os trabalhos de construção da Casa de Formação Madzerokai avançaram em uma nova etapa. Entre os dias 18 e 30 de junho, foi retomada a escavação e a preparação do piso do centro de formação. Mesmo enfrentando limitações de materiais e outros desafios da finalização, Francy Baniwa, coordenadora da Escola Viva Baniwa, contou que a construção segue sendo realizada de forma coletiva, sempre com muito xibé e farinha.

Preparação do piso da Casa de Formação Madzerokai, na Escola Viva Baniwa. Fotos: Acervo Selvagem.

Na Huni Kuin Living School, o retorno ao território veio acompanhado de novas reformas na casa do pajé e coordenador da escola, Dua Busë, e de sua esposa, Netë. Já a Maxakali Living School seguiu dando continuidade ao plantio, ao reflorestamento e ao trabalho de agrofloresta do território junto às suas cerimônias e rituais com a comunidade.

Atividades na Escola Viva Maxakali. Fotos: Acervo Selvagem.

As Escolas Vivas são um movimento de apoio a esses 5 projetos dedicados ao fortalecimento e a transmissão de saberes tradicionais. Para quem deseja contribuir, é possível apoiar financeiramente o movimento através do nosso site.

Selvagem and the Living Schools are thankful!