PINTURAS GUARANI, IOLE DE FREITAS
E O INSTITUTO COMADRE NA 5ª EDIÇÃO DA ARPA
08 de junho de 2026
A convite da artista Iole de Freitas, a Escola Viva Guarani esteve na 5ª Edição da feira de arte ArPa em São Paulo na semana passada, entre os dias 27 e 31 de maio, em uma oportunidade de partilhar os atravessamentos entre diferentes territórios e saberes. Compondo o Setor Base da exposição, 4 telas de artistas da Escola Viva Guarani foram exibidas, incluindo uma grande pintura feita especialmente para a ArPa, junto de dois mantos inéditos produzidos por Iole de Freitas através de diálogos com a Escola Viva Guarani.
A participação das telas Guarani na ArPa também marcou mais um capítulo da arte das Escolas Vivas por meio da parceria com o Instituto Comadre, que passa a acompanhar a circulação das obras e seus desdobramentos para que os caminhos destes trabalhos continuem a reverberar em belos projetos nos territórios, um movimento que seguirá na nova exposição das Escolas Vivas no Instituto Tomie Ohtake que será aberta ao público no dia 10 de junho.
Iole de Freitas (Galeria Raquel Arnaud) é escultora, artista multimídia e professora desde 1994, atualmente lecionando na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV), no Rio de Janeiro. Iole foi uma das selecionadas para o Setor Base da ArPa, um espaço dedicado a projetos inéditos, nos quais artistas compartilham obras, processos e trocas de conhecimento com foco na prática pedagógica, além de convidarem parcerias artísticas para co-criarem trabalhos. Junto de Anna Bella Geiger, Ana Mazzei e Monica Nador, também selecionadas para o setor, Iole escolheu fazer o convite para que as artes da Escola Viva Guarani participassem da feira com pinturas. No total, foram exibidas quatro telas Guarani, sendo três delas feitas durante a residência Casa Escola Viva em 2025 e uma inédita, especialmente para a ArPa. Esta última consiste em uma grande pintura de 3 metros de altura, realizada em duas semanas por 7 artistas da Escola Viva Guarani.
Em diálogo com os temas abordados pela Escola Viva, Iole desenvolveu obras que dão continuidade a sua pesquisa com mantos que se debruçam sobre o amanhecer através de cores e texturas. Para a ArPa, a artista produziu mais dois mantos cuja relação de luz e sombra se expressa com areia, cola e pigmentos laranja, coral e violeta, cores que remetem à terra, mas também ao firmamento, e que ainda não tinham sido trabalhadas pela artista.
Para Iole, “o mais interessante foi ter a oportunidade de unir as telas Guarani com os mantos lado a lado”. Nesse processo compartilhado de preparação para a ArPa, o amanhecer surgiu naturalmente como o tema do encontro e da grande obra coletiva da Escola Viva Guarani. Mesmo sem combinar, a criação conjunta se concretizou fazendo do céu e do passar do dia um território comum entre as obras.
Em diálogo com os temas abordados pela Escola Viva, Iole desenvolveu obras que dão continuidade a sua pesquisa com mantos que se debruçam sobre o amanhecer através de cores e texturas. Para a ArPa, a artista produziu mais dois mantos cuja relação de luz e sombra se expressa com areia, cola e pigmentos laranja, coral e violeta, cores que remetem à terra, mas também ao firmamento, e que ainda não tinham sido trabalhadas pela artista.
Para Iole, “o mais interessante foi ter a oportunidade de unir as telas Guarani com os mantos lado a lado”. Nesse processo compartilhado de preparação para a ArPa, o amanhecer surgiu naturalmente como o tema do encontro e da grande obra coletiva da Escola Viva Guarani. Mesmo sem combinar, a criação conjunta se concretizou fazendo do céu e do passar do dia um território comum entre as obras.
Cristine Takuá, Iole de Freitas e Carlos Papá na ArPa.
A presença das telas Guarani na ArPa também trouxe mais uma oportunidade de fortalecimento dos saberes e práticas das Escolas Vivas através da parceria com o Instituto Comadre, responsável pelo acompanhamento das obras e por garantir que a circulação dos trabalhos seja revertida para os artistas e projetos em suas comunidades. A história da Selvagem com o Instituto Comadre começou através de desenhos de Tõrãmu Këhírí (Luiz Lana), artista, liderança indígena Desana da região do Alto Rio Negro e importante referência na trajetória da Selvagem. Esta confluência seguiu com a mediação da participação da Escola Viva Guarani na ArPa e também se estende com a nova edição da exposição “Viva Viva Escola Viva”, em cartaz entre os dias 10 de junho e 9 de agosto no Instituto Tomie Ohtake.
O Instituto Comadre é uma plataforma de arte contemporânea sem fins lucrativos voltada para a reversão social das arrecadações das obras, trabalhando com caminhos horizontais e colaborativos que fazem da arte um movimento de troca e de aprendizagens que promovem cuidado e transformação social. Através da escuta e do diálogo, o Instituto busca agir coletivamente para compreender as demandas e possibilidades que favoreçam iniciativas de caráter social. No caso das Escolas Vivas, repassando quase integralmente o valor das verbas arrecadadas para que sejam revertidas para os artistas, suas comunidades e seus territórios.
“A Selvagem é uma associação que a gente acredita muito e sempre quis colaborar, então estamos animadas com essa parceria”, disse Gabriela Davies, uma das fundadoras do Comadre. Maíra Marques, também co-fundadora do Comadre, disse que acompanha e admira os caminhos da Selvagem desde a Dantes Editora, tendo participado de ciclos de estudos e outras atividades Selvagem nos últimos anos. Para ela, esta confluência “é uma parceria muito feliz”, que caminha para sair de dinâmicas pré-estabelecidas do mercado da arte e construir e fortalecer caminhos voltados para outras conexões.
Para conhecer mais trabalhos da Escola Viva Guarani e das outras Escolas Vivas, visite a nova exposição “Viva Viva Escola Viva” no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, a partir do dia 10 de junho, e acompanhe as novidades e os lindos percursos das artes das Escolas Vivas pelo nosso site.
