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Veronica Pinheiro's Diary

ARQUITETURA DAS MÃOS

By 24 de September de 2026No Comments
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ARQUITETURA DAS MÃOS
Veronica Pinheiro

24 de setembro de 2026

De que maneira a escola integra o território em suas experiências de aprendizagem, reconhecendo e comunicando saberes ancestrais no processo de escolarização de crianças e professores?

É a partir dessa pergunta que o acompanhamento proposto pelo Laboratório de Aprendizagens Selvagem (LAS) se orienta. Não como quem verifica metas ou confere resultados, mas como quem se aproxima para escutar os processos vivos que acontecem nas cinco escolas públicas que integram o LAS 2026, espalhadas por diferentes territórios do Brasil. A pergunta abre um campo de atenção. Uma maneira de acompanhar o que cada escola produz quando território, ancestralidade e aprendizagem deixam de ocupar lugares separados.

Oficina “Rastros”, no Crato (CE), com alunos da Escola Governador Adauto Bezerra.
Foto: Samuel Macedo

Escrevemos este diário de setembro olhando para os movimentos, encontros e diálogos do LAS no primeiro semestre. Olhamos daqui, do Rio de Janeiro. Olhar de um lugar é também admitir que toda vista parte de um ponto, e narramos a vista a partir do nosso ponto. Olhar de longe nos fez olhar mais com ouvidos e acreditanças do que com córnea, pupila, cristalino e retina. 

A luz que revelava as imagens dos percursos vividos nas escolas chegava em forma de palavras, fotografias, pausas, áudios, mensagens, conversas e relatórios. Fragmentos de acontecimentos que, reunidos, ativavam uma atenção particular: como acompanhar metodologicamente uma experiência sem aprisioná-la? Como escrever sobre aquilo que acontece entre pessoas, lugares, matérias, gestos e tempos sem transformar a vida em evidência?

Talvez seja justamente aí que o Laboratório de Aprendizagens Selvagem se constitua como laboratório. Não porque isola fenômenos para observá-los, mas porque se deixa atravessar pelas relações que os produzem. Um laboratório de relações, no qual ouvir, sentir, acreditar e esperançar também são procedimentos de pesquisa. E onde esses procedimentos podem transformar-se em fazeções: ações animadas, sensíveis e amorosas, produzidas no encontro.

Apresentação musical durante a oficina “Viola de buriti: construção e vivência quilombola”, no quilombo Barra de Aroeira (TO).
Foto: Emerson Silva

Voltar ao primeiro semestre do Laboratório de Aprendizagens Selvagem, portanto, não é recuperar uma sequência de acontecimentos como quem rebobina um calendário. Tampouco é organizar cronologicamente oficinas, passeios e encontros realizados de norte a sul do Brasil. O que buscamos neste diário são os fios que permaneceram depois dos acontecimentos: aquilo que uma experiência tocou em outra, o que uma escola fez perguntar à outra, o que as crianças fizeram os adultos perceberem, o que um território ensinou quando foi reconhecido não como cenário da escola, mas como mestre.

Esse laboratório vivo de relações observa também as estruturas que atravessam a escola. Observa como o ensino formal escolariza tempos, espaços e corpos – corpos discentes, corpos docentes, corpos-território – e, ao mesmo tempo, acompanha os movimentos que fazem essas estruturas respirarem, abrirem frestas, produzirem desvios. Porque uma escola é feita de arquitetura, calendário, currículo e paredes, mas também daquilo que escapa a essas formas: uma caminhada, uma história contada, uma planta reconhecida, uma linha atravessando o tecido, uma mão mergulhada na argila, uma criança que pergunta alguma coisa para a qual ainda não existe resposta.

Um laboratório observa estruturas, recorrências, caminhos comuns e aquilo que acontece na intersecção entre tempo e espaço. Sabemos que o tempo não caminha apenas em linha reta. Ele retorna, dobra, reverbera, guarda ancestralidades e antecipa mundos. Ainda assim, a vida escolar conversa com calendários, semestres, horários e proposições. É nesse encontro entre o tempo marcado e o tempo vivido que este diário se instala.

Oficina de bordado na Escola Municipal Professor Escragnolle Dória (RJ).
Photo: Rosemberg Auni

Por isso, escrevemos sobre uma arquitetura das mãos. Não apenas as mãos que fizeram, mas as mãos que aprenderam fazendo. Mãos que bordaram, modelaram, imprimiram, plantaram, cozinharam, tocaram instrumentos, recolheram matérias, produziram imagens e acompanharam outras mãos. Mãos que aproximaram escola e território.

Este diário procura seguir essas mãos fazedoras, suas fazenças em tempo-oficina, e aquilo que tivemos a alegria de observar quando aprender deixou, ainda que por algumas horas, de caber apenas na palavra. É nesse ponto que a arquitetura das mãos começa a ganhar geografias, matérias e ritmos próprios. Não há um gesto que se repita da mesma maneira em todos os lugares. As mãos que encontramos no Ceará não fizeram o mesmo que as mãos de Goiás; as mãos Kaingang, no Rio Grande do Sul, aprenderam acessando tempos de antes do tempo; e, no Tocantins, foi preciso caminhar até os buritis para perceber que algumas aprendizagens e oficinas começam quando nasce uma palmeira.

Chamamos de tempo-oficina não apenas o intervalo marcado no calendário para a realização de uma atividade, mas o tempo que se abre quando corpos, matérias, memórias e territórios entram em relação. Um tempo em que fazer e aprender deixam de ocupar lugares separados. E, a partir desse tempo, seguimos.

Mãos que deixam rastros – Crato, CE

No Ceará, o tempo-oficina encontrou a cidade. Na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Governador Adauto Bezerra, no Crato, junto ao professor Franklin Lacerda, quinze jovens passaram quinze dias fazendo da cidade parte da escola e da escola uma maneira de olhar novamente para a cidade. Desenho, pintura, performance e imagem em movimento compuseram uma sucessão de gestos que aproximaram as mãos daquilo que os olhos, pela repetição cotidiana, talvez já tivessem naturalizado.  

As mãos desenharam para observar. Pintaram para tornar visível. Moveram-se para fazer aparecer a canção que os corpos em deslocamento produzem. Intervieram para dizer: estamos aqui.

Uma escadaria pública que liga a parte alta à parte baixa do Crato entrou nesse movimento. Lugar cotidiano de passagem, subida e descida, foi percebida pelos estudantes como espaço de circulação, encontro e convivência. Seus degraus transformaram-se em um grande teclado de piano. A tinta desenhou um instrumento que não emitia som e, ainda assim, provocava música. Cada corpo que subia ou descia parecia acionar silenciosamente uma tecla. A obra fazia ouvir, pela imagem, aquilo que já estava acontecendo ali: o ritmo dos passos, os encontros, as pressas, as pausas, o movimento contínuo de uma cidade atravessada por seus habitantes.

Oficina “Rastros”, no Crato (CE).
Foto: Samuel Macedo

Pintar um piano sobre uma escadaria foi também produzir uma pequena alteração na ordem cotidiana das coisas. A intervenção lembrava aos moradores do Crato que uma canção também pode ser feita no caminho. As ruas não são apenas espaços a serem atravessados: são lugares de encontro, criação, memória e festa. Diante de tempos que tantas vezes produzem medo, isolamento e silenciamento, aqueles jovens inscreveram outra possibilidade de presença no espaço público.

Talvez uma arquitetura das mãos seja também isso: reconhecer que uma cidade é continuamente desenhada pelos corpos que a percorrem. Antes da tinta, aquela escadaria já carregava pés, cansaços, pressas, encontros, subidas e descidas. A oficina não inventou o território, nem chegou para preenchê-lo. Aproximou-se do que já estava acontecendo ali e acrescentou uma camada ao que já estava vivo. As mãos dos estudantes fizeram aparecer uma dimensão que a repetição dos dias podia ter tornado invisível.

Oficina “Rastros”, no Crato (CE).
Foto: Samuel Macedo

Há uma mudança importante quando aquilo que é produzido por jovens atravessa os limites físicos da escola e encontra a rua. A autoria muda de escala. O que faço já não permanece somente diante de mim ou entre aqueles que compartilham a sala de aula: entra no caminho de desconhecidos, interfere na paisagem e passa a conviver com outros corpos. A arte, nesse movimento, deixa de funcionar como ilustração de um conteúdo previamente aprendido e passa a operar como forma de investigação: que imagens desejamos acrescentar aos lugares que habitamos?

No Crato, o tempo-oficina atravessou os muros da escola e encontrou os degraus da cidade. E aprendemos com aqueles jovens que algumas mãos conhecem um território não apenas tocando aquilo que nele existe, mas também deixando rastros para que outros possam vê-lo de novo.

Vista aérea da região do Crato (CE).
Foto: Samuel Macedo

Mãos que contam histórias – Goiânia, GO

Em Goiânia, no Centro de Ensino e Pesquisa Aplicada à Educação (CEPAE) da Universidade Federal de Goiás, as mãos eram pequenas. Cinquenta crianças do primeiro ano do Ensino Fundamental participaram de um percurso acompanhado por Cássia Oliveira, professora responsável pelas ações do LAS em Goiás. A oficina já carregava as mãos no nome: Mãos que Contam Histórias: Abayomi, Brincar e Saberes Quilombolas.

Pano, nó, dobra, corpo. Sem cola e sem costura, uma boneca aparece entre os dedos.

Mas o que aparece quando uma criança faz uma Abayomi?

Oficina “Mãos que contam histórias: abayomi, brincar e saberes quilombolas”.
Foto: Cássia Oliveira

A experiência aproximou cultura afro-brasileira, oralidade, fazer manual e imaginação. As crianças ouviram histórias, compartilharam memórias e brincadeiras e produziram suas próprias bonecas. Depois, as pequenas figuras confeccionadas pelas mãos começaram a mover outras narrativas: ganharam cenários, gestos e histórias criadas coletivamente.

Foi então que as mãos que dobraram tecidos passaram também a construir imagens.

In Abayomi Dança: Narrativas em Stop Motion, as bonecas tornaram-se personagens. Foi preciso deslocá-las pouco a pouco, imaginar sequências, esperar, fotografar, retornar, mover novamente. A animação revelou às crianças uma coisa que talvez toda aprendizagem contenha: o movimento pode nascer da relação entre pequenos acontecimentos quase imóveis.

Uma fotografia. Depois outra. E outra. Entre uma imagem e a seguinte, uma diferença mínima. Quando juntas, elas dançam.

Oficina “Abayomi dança: narrativas em stop motion”.
Foto: Cássia Oliveira

Gostamos de pensar que aprender também pode acontecer assim. Nem sempre há um instante exato no qual seja possível afirmar: foi aqui que aconteceu. Às vezes, há somente pequenos deslocamentos. Um gesto que antes não se fazia. Uma pergunta que ainda não tinha sido formulada. Uma criança que começa ajudando a outra. Uma história recebida que, depois de passar pelo corpo, pode ser contada de outro modo.

No CEPAE, as crianças não foram apenas destinatárias de uma atividade sobre ancestralidade. Foram reconhecidas como produtoras de mundos, narradoras e autoras das histórias que construíam.

Aqui, a arquitetura das mãos se fez narrativa: mãos capazes de receber uma história sem encerrá-la, fazendo-a novamente caminhar. Da experiência fica uma pergunta: que narrativa nossas mãos deixarão escritas?

Mãos que pilam, partilham e lembram – São Valério do Sul, RS

Na Terra Indígena Inhacorá, junto ao Instituto Estadual de Educação Indígena Ângelo Manhká Miguel [Ângelo Manhká Miguel State Institute for Indigenous Education], a arquitetura das mãos tomou outra direção. A oficina-vivência Comer e Pescar, Saberes Kaingang em Movimento reuniu cerca de cinquenta estudantes Kaingang e contou com a participação da liderança Irani Miguel, do Kujá Carlos Charque e dos professores Sebastião Luis Kaingang and Simone Gobbi.

Ali, o tempo-oficina parecia menos uma suspensão da vida cotidiana do que uma aproximação ainda maior dela. Fazer não podia ser separado de viver, porque caminhar pelo território, preparar alimentos, ouvir os mais velhos, construir utensílios e compartilhar histórias pertenciam ao mesmo campo de aprendizagem.

Oficina “Comer e pescar, saberes Kaingang em movimento”.
Foto: Simone Gobbi

As mãos fizeram um pilão. E, depois de pronto, o pilão fez outras coisas acontecerem.

Nele foram preparados o pise, farinha de milho torrado, e a canjica. Mas reduzir o pilão à função de moer seria dizer muito pouco sobre o que ele movimenta. Presente no preparo de alimentos e de medicinas tradicionais Kaingang, ele nos colocou diante de uma questão importante: quando aprendemos a fazer um objeto, não aprendemos apenas sobre esse objeto. Aprendemos também as relações que o tornam necessário, possível e vivo.

A madeira não termina no pilão. O pilão chama o milho. O milho chama o plantio. O plantio chama o tempo, a terra e os ciclos do território. O alimento chama a partilha. A partilha chama os mais velhos.

E os mais velhos chamam palavras, memórias e gestos que precisam continuar circulando.

Oficina “Comer e pescar, saberes Kaingang em movimento”.
Foto: Simone Gobbi

Uma mão chama outra mão.

Por isso, seria insuficiente dizer que ali aconteceu uma oficina de construção de utensílios ou de preparação de alimentos. O que se produziu foi uma circunstância para que os conhecimentos continuassem passando de corpo em corpo, de voz em voz, de mão em mão. Os estudantes começaram também a construir registros sobre a alimentação Kaingang, enquanto os ensinamentos dos anciãos atravessavam a experiência pela oralidade e pela língua Kaingang.

Nesse território, as mãos não trabalharam para produzir somente coisas. O pilão, a comida e os registros feitos pelos estudantes eram também formas de manter conhecimentos em movimento. O que se construía não começava naquela oficina, tampouco terminaria nela.

Na Terra Indígena Inhacorá, a arquitetura das mãos nos ensinou que algumas aprendizagens existem porque alguém continua fazendo, alguém continua contando e alguém se dispõe a aprender. Uma pergunta ficou: como nossos tempos-oficinas podem colaborar para que as mãos construam continuidade?

Mãos que seguem o buriti – Barra de Aroeira, TO

No Tocantins, o tempo-oficina começou caminhando.

As crianças da Escola Municipal José Horácio Rodrigues encontraram-se com estudantes da Escola Municipal Crispim Pereira Alencar, participantes do Projeto Vereda, no Quilombo Barra de Aroeira. O professor Diego Brito acompanhou o percurso do LAS, mas a experiência foi construída por muitas mãos e vozes do próprio território. A oficina foi conduzida pelo mestre Laurindo Ribeiro, com a participação do mestre Elias Rodrigues, ambos companheiros do saudoso Mestre Nilo Rodrigues, importante referência da Sussa¹ e da Folia no Tocantins. A professora Salviana Rodrigues abriu o encontro com cantos; a mestra Ermina Rodrigues conduziu as crianças até os buritis.

Passeio “A água ensina, o buriti orienta e o território fala”.
Foto: Emerson Silva

É difícil dizer onde a oficina começou. Talvez tenha começado no canto. Talvez no primeiro passo dado em direção à vereda. Talvez muito antes, quando uma mão ensinou outra mão a reconhecer um buriti jovem, a retirar seu talo e a perceber naquela planta possibilidades que um olhar apressado não alcançaria.

A matéria não estava ali à espera de ser transformada. Era preciso conhecer as relações que permitem sua existência, reconhecer seus tempos e aproximar-se dela por meio de conhecimentos que já circulavam entre os humanos e os mais-que-humanos daquele lugar.

A caminhada pela Vereda do Brejo Grande ampliou esse aprendizado. Mestres, professores e moradores acompanharam as crianças na observação da paisagem, no reconhecimento de espécies do Cerrado e nas conversas sobre a importância dos buritis para os modos de vida da comunidade.

Passeio “A água ensina, o buriti orienta e o território fala”.
Foto: Emerson Silva

A viola, então, já não poderia ser compreendida separadamente da vereda. Instrumento e território pertenciam à mesma conversa. Para que uma viola de buriti chegue às mãos de uma criança, é preciso que haja buriti. Para que haja buriti, é preciso que haja vereda. E, para que a vereda permaneça, é preciso que permaneçam também determinadas relações com a água, a terra, as plantas, os animais e as pessoas que sabem viver com aquele lugar. Uma relação orgânica e que resiste e reinventa o quilombo.

De repente, a construção de um pequeno instrumento tornou visível uma arquitetura muito maior.  A viola guardava o buriti. O buriti guardava a vereda. A vereda guardava a água. E, entre todos eles, circulavam cantos, histórias, gestos e conhecimentos guardados num corpo-território.

No tempo-oficina, o território não entra como tema. Ele oferece as condições para que a oficina exista. O tempo-oficina começou antes de as crianças se sentarem para construir qualquer coisa: começou na semente que dançou na terra e virou palmeira, palmeira de buriti.

As mãos construíram violas, mas antes precisaram aprender a seguir caminhos e ouvir dos sabedores suas sabedorias. E pensamos: quem são os sabedores que orientam nossas mãos?

Oficina “Viola de buriti: construção e vivência quilombola”, no quilombo Barra de Aroeira (TO).
Foto: Emerson Silva

“Nossa mão é uma flor, e a flor gera semente.”
Carlos Papá

Ao olhar novamente para os tempos-oficina vividos no primeiro semestre de 2026, uma imagem insiste: as mãos nunca trabalham sozinhas.  No caderno do PINGO 1 – O Sol atravessa tudo, aprendemos, com o pensamento Guarani, que as mãos são as flores do corpo e seus gestos são sementes. 

Num laboratório, as mãos são arte, ciência e técnica que projetam e organizam espaços para abrigar as diferentes atividades. O que pensamos com a cabeça ou coração é executado pelas mãos. Quanta responsabilidade há nas mãos!

É por isso que, ao falarmos em arquitetura das mãos, não estamos propondo uma metodologia das manualidades nem afirmando que aprender fazendo seja, por si só, uma resposta às questões que atravessam a escola.

No LAS, as oficinas nos interessam quando o fazer produz relação; quando as materialidades evocam atenção; quando um gesto aproxima crianças e jovens de pessoas, conhecimentos e lugares que não caberiam inteiramente numa explicação; quando aquilo que se aprende não pode ser separado de com quem, onde and de que maneira se aprende.

O tempo-oficina também não é apenas o tempo destinado a uma atividade no calendário escolar. Ele começa antes e, muitas vezes, continua depois.  

Talvez seja essa a arquitetura que conseguimos enxergar ao voltar ao primeiro semestre do LAS: não uma construção acabada, nem um modelo a ser repetido sem reflexão, mas uma arquitetura de mãos feita de relações. 

Uma arquitetura sem planta definitiva. Feita enquanto se compartilha caminho de mão em mão. Como um pingo que cai um por um e consegue regar a terra.

Foto: Emerson Silva

Conheça também a oficina realizada na Escola Municipal Professor Escragnolle Dória, no Rio de Janeiro, relatada no Diário de Aprendizagens de maio.

¹ A Sussa é uma manifestação artística e cultural do Tocantins com dança, canto, percussão e longas saias de chita.