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VIVA VIVA ESCOLA VIVA (SP)

Instituto Tomie Ohtake – São Paulo
9 de junho a 9 de agosto, 2026

Em junho de 2026, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, nasce uma nova edição de VIVA VIVA ESCOLA VIVA, exposição que reúne artes e pensamentos das 5 Escolas Vivas, dos povos Maxakali, Huni Kuin, Guarani, Baniwa e Tukano-Desana-Tuyuka.

A exposição, realizada em parceria entre Selvagem e o Instituto Tomie Ohtake, com a curadoria de Cristine Takuá, coordenadora das Escolas Vivas, é um desdobramento direto da residência artística indígena Casa Escola Viva, que ocupou o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio) por 15 dias em outubro de 2025; e marca também uma continuidade da presença da arte das Escolas Vivas na Selvagem, traçada desde a primeira exposição Viva Viva Escola Viva, no Rio de Janeiro, entre dezembro de 2023 e janeiro de 2024.

Escolas Vivas é o nome de um movimento de apoio ao fortalecimento e a transmissão de saberes tradicionais em 5 territórios indígenas. Fazemos o repasse financeiro mensal de R$10.000,00 para cada Escola Viva e articulamos ações em parceria. Acesse a página para apoiar esse movimento e saber mais sobre os passos que levaram à nova exposição.

SOBRE A EXPOSIÇÃO

“As Escolas Vivas se afirmam como um coletivo que busca transformar a relação do ensinar-aprender, a relação do que é realmente útil e necessário na troca constante de saberes que são ancestrais, mas que, por uma arrogância colonial e epistemológica, foram desfigurados numa escola clássica e quadrada. A arte das Escolas Vivas não é arte-mercadoria, mas arte-pensamento, arte-sonho e arte-ação para o fortalecimento das vidas de cada cultura.”Cristine Takuá, coordenadora do movimento Escolas Vivas

A exposição Viva Viva Escola Viva está sendo preparada desde 2025, com a criação de novas obras na residência Casa Escola Viva e em oficinas artísticas nos territórios das 5 Escolas Vivas.

Acompanhe um pouco desse processo pelos registros abaixo:

Galeria de fotos

Fotos da residência: Caleidoskópica / Elea Mercurio
Fotos das oficinas: Acervo Selvagem

CONHEÇA OS ARTISTAS DA EXPOSIÇÃO
Frank Baniwa

Sou Frank Bitencourt Fontes da etnia Baniwa, de clã Waliperidakenai, nasci no dia 12 de novembro de 1991, na comunidade de Assunção do Içana, filho do senhor Francisco Luis Fontes (Francisco Baniwa) e da dona Lúcia Bitencourt, ambos agricultores e artesãos. Desde criança, sempre gostei de desenhar e pintar. Grande parte do talento que tenho hoje vem dos meus pais. Desde a escola, eu desenhava as pesquisas com os sábios da comunidade sobre lugares sagrados, plantas medicinais, lugares de piracemas de peixes, instrumentos musicais, cantos e roças tradicionais.

Também desenhava e pintava nos eventos religiosos católicos, como a gincana Mariana, que acontece todo ano na comunidade. Uma das pinturas que fiz foi de Nossa Senhora da Amazônia, também desenhei imagem de Nossa Senhora da Natureza, usando criatividade para pensar como seria essa deusa protetora da natureza.

A convite da Francy Baniwa, sou o autor dos desenhos que se encontram no livro Umbigo do Mundo, no total são 75 obras. Também, com tinta aquarela, criei 30 obras para tese de doutorado da Francy sobre as donas de roças, realizando vários trabalhos femininos e também constelações, que são fundamentais no ciclo da nossa vida dentro dos territórios. As 75 aquarelas foram adquiridas pelo Instituto Inhotim.

MADZEROKAI
Escola Viva Baniwa

Os Baniwa (Medzeniakonai) são habitantes do sistema cultural e multilíngue do Alto Rio Negro, área de aproximadamente 250 mil km2, que abrange o noroeste da Bacia Amazônica. É nesta região que se encontra a Madzerokai, Casa dos Conhecimentos Ancestrais, a Escola Viva Baniwa.

SAIBA MAIS
Larissa Baniwa

Meu nome é Larissa Bitencourt Fontes, do povo Medzeniako – que significa “Aos que nascem falando a língua”, meu povo também é conhecido como Baniwa. Nasci na comunidade Assunção do Rio Içana, pertencente à Terra Indígena Alto Rio Negro, município de São Gabriel da Cachoeira – Amazonas. Sou uma geração que tem uma forte história, venho de uma linhagem muito importante para meu povo Medzeniako. Meus avós são grandes pessoas com muita sabedoria, que me inspiram a seguir passos dos conhecedores. Sou uma jovem de 19 anos, faço parte do grupo de jovens da comunidade, faço parte também de jovens que representam nos eventos institucionais da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro – FOIRN, nas assembleias, seminários, oficinas, com vários temas, como: educação, sustentabilidade, saúde, território e protagonismo de jovens dentro dos territórios.

Participo de conselho escolar, minha avó Bibiana Fontes é parteira e dona de roça, meu avô Francisco é grande mestre Madzero e minha avó Lúcia Bitencourt é uma grande dona de roça. Essas pessoas me inspiram muito a cada dia olhar meu território com outros olhares, valorizar os mais velhos, aprender a ouvi-los mais. Eles são minhas fontes de inspiração, assim, como minha mãe tem sido exemplo de determinação e força. A minha família é a minha base, é a minha universidade indígena na comunidade. Na minha comunidade sou uma liderança jovem, que toca violão e flauta transversal, sou uma sonhadora que faz parte da Escola Viva Madzerokai – Casa dos Conhecimentos Ancestrais, um sonho que é coletivo.

MADZEROKAI
Escola Viva Baniwa

Os Baniwa (Medzeniakonai) são habitantes do sistema cultural e multilíngue do Alto Rio Negro, área de aproximadamente 250 mil km2, que abrange o noroeste da Bacia Amazônica. É nesta região que se encontra a Madzerokai, Casa dos Conhecimentos Ancestrais, a Escola Viva Baniwa.

SAIBA MAIS
Rua Yube Huni Kuï

Rua Yube Huni Kuin (1976, Terra Indígena Kaxinawá do Rio Jordão – AC) é artista, pai de 9 filhos e professor na Aldeia Coração da Floresta, no Acre. Como artista, atua através de desenhos, pintura em tela e pintura corporal com jenipapo, além de cantar nas cerimônias tradicionais de seu povo. Na prática como educador, atualmente trabalha com 26 crianças na escola da aldeia, lecionando história, música e cultura tradicional na língua hatxa kuin. Também acompanha e auxilia o pajé Dua Buse, coordenador da Escola Viva Huni Kuin, em suas atividades com plantas medicinais e formação de jovens em seu território.

SHUBU HIWEA
Escola Viva Huni Kuï

A Escola Viva Shubu Hiwea é um sonho do pajé Dua Busë. Ele vive com sua família na aldeia Coração da Floresta, no Alto Rio Jordão. Dua Busë possui profundos saberes da cultura Huni Kuï – de histórias, medicina, música e espiritualidade – e, ao longo dos anos, tem transmitido seus conhecimentos para outros pajés e aprendizes. Em sua aldeia, ele criou um grande jardim, que batizou de Parque União da Medicina, onde são feitos cultivos, estudos e práticas dos saberes da medicina tradicional.

SAIBA MAIS
Ayani Huni Kuï

Ayani Huni Kuin (1988, Terra Indígena Kaxinawá do Rio Jordão – AC) é artista e mãe. Ela trabalha com uma diversidade de linguagens artísticas, como a pintura, o desenho, a tecelagem e a miçanga. Ayani teve seu primeiro contato com esses saberes através de sua mãe, ainda na infância, e hoje também ensina o fazer artístico a seus filhos. Além das obras desenvolvidas em seu território, na Aldeia Coração da Floresta – Escola Viva Huni Kuin, Ayani também faz trabalhos em parceria com artistas de outras comunidades do território do Jordão.

SHUBU HIWEA
Escola Viva Huni Kuï

A Escola Viva Shubu Hiwea é um sonho do pajé Dua Busë. Ele vive com sua família na aldeia Coração da Floresta, no Alto Rio Jordão. Dua Busë possui profundos saberes da cultura Huni Kuï – de histórias, medicina, música e espiritualidade – e, ao longo dos anos, tem transmitido seus conhecimentos para outros pajés e aprendizes. Em sua aldeia, ele criou um grande jardim, que batizou de Parque União da Medicina, onde são feitos cultivos, estudos e práticas dos saberes da medicina tradicional.

SAIBA MAIS
Carlos Papá

Carlos Papá Mirim Poty (São Paulo, 1970) pertence ao povo Guarani Mbya. É guardião das palavras sagradas Guarani. Ao longo dos últimos anos, Papá vem soprando ao mundo mensagens sobre a importância da valorização e do respeito à Nhe’ëry, a Mata Atlântica. Através de Ayvu Porã, as boas e belas palavras, ele transmite a filosofia e a memória ancestral deixadas por seus avós. Papá destaca-se como o primeiro cineasta indígena do povo Guarani Mbya, tendo dedicando as últimas duas décadas a fortalecer e valorizar a cultura Guarani Mbya por meio da realização de documentários, filmes ficcionais e oficinas culturais e de formação para os jovens. Papá é coordenador da Escola Viva Guarani e colaborador da Selvagem desde 2019. É também fundador do Instituto Maracá, que promove as artes e culturas dos povos indígenas do Brasil, e também membro do conselho indígena Aty Mirim do Museu das Culturas Indígenas de São Paulo. Foi cocurador com Cristine Takuá da exposição Nhe’ëry, dedicada às cosmovisões indígenas da Mata Atlântica, inaugurada em junho de 2023. Carlos Papá participou de inúmeros festivais e seminários dedicados a fomentar museus e produções culturais indígenas, entre eles o Fórum de Museus Indígenas do Brasil. Atua também como líder espiritual em sua comunidade, sendo conhecedor das plantas que curam e orientam o nosso caminhar. Foi representante da Comissão Guarani Yvy Rupa de 2019 a 2022. São inúmeros os projetos e eventos dos quais participou e para os quais vem sendo convidado nos últimos anos, tais como: Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Tocantins, 2015; ciclo de debates Mekukradjá – Círculo de Saberes, no Itaú Cultural; diversas sessões, mostras e festivais de cinema, como o Aldeia SP – Bienal de Cinema Indígena, o Festival Tela Indígena, realizado em Porto Alegre, e o Festival de Culturas Indígenas no Memorial da América Latina, em São Paulo. Foi curador do rec.tyty – Festival de artes indígenas. Participou como artista da exposição Moquém-Surari, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), durante a 34ª Bienal de São Paulo. É morador da Terra Indígena Rio Silveira, localizada na divisa entre os municípios de Bertioga e São Sebastião.

ARANDU PORÃ
Escola Viva Guarani

Na Mbya Arandu Porã, nome da Escola Viva Guarani, os jovens começaram a despertar suas memórias adormecidas. Práticas ancestrais estão em diálogo com técnicas de agrofloresta e cultivo de abelhas. Neste território, onde a língua Guarani Mbya é dominante, crianças e jovens encontram na Escola Viva um lugar para conhecer as histórias de seu povo e praticar sua arte e ciência..

SAIBA MAIS
Mamei Maxakali

Mamei Maxakali (1980, Água Boa, Terra Indígena Maxakali – MG) é pajé, artista e professor. Vive e trabalha na comunidade Aldeia-Escola-Floresta, onde cuida de um dos kuxex (casa de ritual) e colabora com o projeto de reflorestamento dos territórios Maxakali, o Hãmhi Terra Viva. Mamei destaca-se por sua dedicação à luta pela ampliação das terras de seu povo e pelo fortalecimento dos conhecimentos tradicionais, especialmente os rituais de iniciação dos meninos Maxakali e os rituais de cura realizados com os yãmïyxop (povos-espírito da Mata Atlântica). Recentemente tem ampliado suas práticas artísticas dos cantos e das pinturas corporais, produzindo também telas e desenhos.

APNE IXKOT HÂMHIPAK
Escola Viva Maxakali

Os Maxakali são habitantes ancestrais das florestas que cobriam o nordeste de Minas Gerais e extremo sul da Bahia. São, aproximadamente, 3 mil pessoas que falam a língua Maxakali, um dos últimos idiomas nativos da região. A Aldeia Escola Floresta, Escola Viva do povo Maxakali, foi criada a partir da retomada de uma propriedade da União, localizada na zona rural de Teófilo Otoni (MG).

SAIBA MAIS
Isabelinha Maxakali

Isabelinha Maxakali (1980, Água Boa, Terra Indígena Maxakali – MG) é artista e mãe de yãmïyxop (povos-espírito da Mata Atlântica). Vive e trabalha na comunidade Aldeia-Escola-Floresta, onde é linha de frente na organização de rituais de cura, colaborando com as anciãs e pajés cotidianamente para o fortalecimento da cultura de seu povo. É mestra-artesã na produção de adornos e artefatos com a fibra de embaúba e também de miçangas. Além de suas atividades artísticas tradicionais, no último período Isabelinha tem ampliado sua produção pesquisando as linguagens do desenho, da pintura, da aquarela e das esculturas têxteis.

APNE IXKOT HÂMHIPAK
Escola Viva Maxakali

Os Maxakali são habitantes ancestrais das florestas que cobriam o nordeste de Minas Gerais e extremo sul da Bahia. São, aproximadamente, 3 mil pessoas que falam a língua Maxakali, um dos últimos idiomas nativos da região. A Aldeia Escola Floresta, Escola Viva do povo Maxakali, foi criada a partir da retomada de uma propriedade da União, localizada na zona rural de Teófilo Otoni (MG).

SAIBA MAIS
Ivan Tukano

A realidade não é única. Para o povo Tukano, a existência não se limita ao mundo visível; há outros mundos que coexistem com o nosso. Minha arte e minha música são o registro direto dessas outras dimensões. Não se trata de uma metáfora, mas de uma representação de um fato. A visão de mundo Tukano é a base para a compreensão e a navegação nessas múltiplas realidades.

Cada obra visual e sonora que eu crio é o resultado de uma observação direta, uma documentação do que existe além do que se percebe à primeira vista. Meu trabalho é um mapa para esses outros mundos, uma forma de tornar tangível a complexidade da realidade.

Nascido em São Gabriel da Cachoeira, hoje sou um dos coordenadores do Centro de Medicina Indígena Bahserikowi em Manaus, um espaço onde essa mesma visão se manifesta na prática da cura e na conexão com nossa cultura.

BAHSERIKOWI
Escola Viva Tukano-Desana-Tuyuka

O Centro de Medicina Indígena Bahserikowi está na cidade de Manaus e tece relações com diversas instituições, como a Organização Pan-Americana da Saúde, a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM). 

Os especialistas kumuã que atendem no Centro são originários dos povos Yepamahsã (Tukano), Utãpirõ-porã (Tuyuka) e Umukori-mahsã (Desana), das comunidades indígenas do Alto Rio Negro.

SAIBA MAIS
Thaís Desana

Pesquisadora e artista indígena do povo Desana, de origem da região do Alto Rio Negro – São Gabriel da Cachoeira, estado do Amazonas. Fundadora do Coletivo de Indígenas LGBTQIA+ do AM – Miriã Mahsã. Atua na pesquisa protagonizando o debate das expressões de sexualidade e gênero de corpos indígenas, trazendo a arte em desenho, pintura e fotografia como instrumento metodológico para a construção da ideia de corpos dentro do universo cosmológico e afetivo.

BAHSERIKOWI
Escola Viva Tukano-Desana-Tuyuka

O Centro de Medicina Indígena Bahserikowi está na cidade de Manaus e tece relações com diversas instituições, como a Organização Pan-Americana da Saúde, a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM). 

Os especialistas kumuã que atendem no Centro são originários dos povos Yepamahsã (Tukano), Utãpirõ-porã (Tuyuka) e Umukori-mahsã (Desana), das comunidades indígenas do Alto Rio Negro.

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