{"id":9762,"date":"2024-03-05T12:24:27","date_gmt":"2024-03-05T15:24:27","guid":{"rendered":"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/?p=9762"},"modified":"2025-11-27T12:25:23","modified_gmt":"2025-11-27T15:25:23","slug":"a-caminho-da-pedreira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/en\/a-caminho-da-pedreira\/","title":{"rendered":"A CAMINHO DA PEDREIRA"},"content":{"rendered":"<h5 style=\"text-align: center;\">A CAMINHO DA PEDREIRA<\/h5>\n<h5 style=\"text-align: center;\">Veronica Pinheiro<\/h5>\n<p style=\"text-align: center;\">05 de mar\u00e7o de 2024<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>We arrived at the Pedreira Favela. A complex with the lowest Human Development Index in the city and the state of Rio de Janeiro. We reached the old Ventania Hill, where the wind blew freely and howled loudly. They say that when the wind whistled in the Pedreira, you would hear nothing else. The Pedreira Hill is located in the neighbourhood of Fazenda Botafogo, between Pavuna, Costa Barros, and Acari, in the city of Rio de Janeiro. Strangely, the wind has fallen silent in this place. The ruins of an old slave quarters, a cemetery of slaves, some torture instruments, and a disused quarry are the most recent layers beneath the ground of this pathway we begin to tread.<\/p>\n<p>An old train line crossed the dense forest of the Fazenda Botafogo neighbourhood. In the 1970s, the express train carried people in search of work and a new home. These stories are still heard in the territory: \"I arrived at Pedreira on September 4, 1970. Until then, I lived in other places. I arrived from the state of Esp\u00edrito Santo, but I am from Minas Gerais. I was accompanied by my husband and six children,\" says Dona Geralda, one of the first residents of the Pedreira favela complex.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/comunicacoes\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Imagem-1_03-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2269\" src=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/comunicacoes\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Imagem-1_03-300x218.jpg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"581\" \/><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Mapa da Pedreira \u2013 Jo\u00e3o, 6 anos<\/em><\/p>\n<p>O trem transformou o lugar onde o vento cantava numa intersec\u00e7\u00e3o de corpos-territ\u00f3rios. Corpos em tr\u00e2nsito conflu\u00edram, se fortaleceram e constru\u00edram uma comunidade. \u201cQuando a gente confluencia, n\u00e3o deixa de ser a gente, a gente passa a ser a gente e outra gente \u2013 a gente rende\u201d, diz Nego Bispo em seu livro\u00a0<i>A terra d\u00e1, a terra quer<\/i>\u00a0(Ubu Editora, 2023).\u00a0A conflu\u00eancia \u00e9 uma for\u00e7a que amplia. Esta for\u00e7a trouxe o\u00a0<em>Selvagem<\/em>\u00a0at\u00e9 aqui. Uma conflu\u00eancia solar: Sol, vento, pedreira, mem\u00f3rias guardadas na terra e trazida nos corpos. A corporeidade \u00e9 um lugar de registros e ag\u00eancia, nela se articulam e se transmitem mundos.<\/p>\n<p>Nosso caminho na Pedreira \u00e9 junto \u00e0 Escola Municipal Professor Escragnolle D\u00f3ria, para n\u00f3s,\u00a0<i>Casa das Crian\u00e7as<\/i>. Acreditamos na conflu\u00eancia dos corpos \u2013\u00a0 discentes, docentes, plantas, cores, vento, Sol. Em 2024, iniciamos um percurso sobre aprendizagens vivas dentro de uma escola.\u00a0A sala de leituras da escola ser\u00e1 nosso n\u00facleo de irradia\u00e7\u00e3o Selvagem. L\u00e1 receberemos 439 crian\u00e7as por semana e 19 professores por m\u00eas. Ser\u00e3o 200 dias letivos; 8 oficinas de artes (para crian\u00e7as e professores) e um grande encontro festivo no final do ano. Na media\u00e7\u00e3o desse movimento, estarei como professora das rodas de leituras e como coordenadora das atividades de artes.\u00a0Em 10 dias de aula, j\u00e1 passamos por tantas coisas: de medo de bate-bola no bailinho de carnaval a medo de bala perdida durante o turno escolar. J\u00e1 lemos 2 livros, choramos, sorrimos e brincamos tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Nesse percurso\u00a0<em>Selvagem<\/em>, compartilharemos com crian\u00e7as e professores reflex\u00f5es para a constru\u00e7\u00e3o de uma escola viva. Compartilhamos uma outra forma de ser e estar no mundo, lembrando que a vida e o bem viver devem fazer parte do cotidiano escolar. N\u00e3o estamos a servi\u00e7o da educa\u00e7\u00e3o. Para al\u00e9m de cumprir uma diretriz nacional\u00b9, subimos a pedreira\u00a0 ativando mem\u00f3rias, saberes e fazeres. Um percurso solar para sentir, ouvir, criar e brincar. Seguiremos por aqui semeando palavras, mudas e mundos. Guiados pelos ventos, estamos sob a luz do Sol, a servi\u00e7o da vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>\u00b9\u00a0A\u00a0Lei n\u00ba 11.645, de 10 mar\u00e7o de 2008\u00a0torna obrigat\u00f3rio o estudo da hist\u00f3ria e cultura ind\u00edgena e afro-brasileira nos estabelecimentos de ensino fundamental e m\u00e9dio, por\u00e9m n\u00e3o prev\u00ea a sua obrigatoriedade nos estabelecimentos de ensino superior para os cursos de forma\u00e7\u00e3o de professores, as licenciaturas.<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A CAMINHO DA PEDREIRA Veronica Pinheiro 05 de mar\u00e7o de 2024 &nbsp; Chegamos \u00e0 Pedreira. Um complexo com o menor IDH da cidade e do estado do Rio de Janeiro. Chegamos ao antigo Morro da Ventania, onde o vento corria solto e falava alto. Dizem que quando o vento assobiava na Pedreira, nada mais se ouvia. O Morro da Pedreira est\u00e1 localizado no Bairro de Fazenda Botafogo, entre Pavuna, Costa Barros e Acari. Curiosamente, o vento n\u00e3o fala mais naquele lugar. Os escombros de uma antiga senzala, um cemit\u00e9rio de escravos, alguns troncos de tortura e uma pedreira desativada s\u00e3o as camadas mais recentes sob o solo desse caminho que come\u00e7amos a trilhar. Uma antiga linha de trem cortava a mata densa da fazenda Botafogo. O trem expresso transportava, na d\u00e9cada de 1970, pessoas \u00e0 procura de trabalho e de um novo lar. Estas hist\u00f3rias ainda s\u00e3o ouvidas no territ\u00f3rio: \u201cCheguei na Pedreira em 04 de setembro de 1970. 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