{"id":8464,"date":"2024-03-04T10:40:36","date_gmt":"2024-03-04T13:40:36","guid":{"rendered":"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/comunicacoes\/?p=2237"},"modified":"2026-02-10T17:25:44","modified_gmt":"2026-02-10T20:25:44","slug":"a-gente-nasceu-pra-ser-feliz-e-sonhar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/en\/a-gente-nasceu-pra-ser-feliz-e-sonhar\/","title":{"rendered":"A GENTE NASCEU PARA SER FELIZ E SONHAR"},"content":{"rendered":"<div id=\"fws_6a0a0fadee122\"  data-column-margin=\"default\" data-midnight=\"dark\"  class=\"wpb_row vc_row-fluid vc_row\"  style=\"padding-top: 0px; padding-bottom: 0px; \"><div class=\"row-bg-wrap\" data-bg-animation=\"none\" data-bg-animation-delay=\"\" data-bg-overlay=\"false\"><div class=\"inner-wrap row-bg-layer\" ><div class=\"row-bg viewport-desktop\"  style=\"\"><\/div><\/div><\/div><div class=\"row_col_wrap_12 col span_12 dark left\">\n\t<div  class=\"vc_col-sm-12 wpb_column column_container vc_column_container col no-extra-padding inherit_tablet inherit_phone\"  data-padding-pos=\"all\" data-has-bg-color=\"false\" data-bg-color=\"\" data-bg-opacity=\"1\" data-animation=\"\" data-delay=\"0\" >\n\t\t<div class=\"vc_column-inner\" >\n\t\t\t<div class=\"wpb_wrapper\">\n\t\t\t\t\n<div class=\"wpb_text_column wpb_content_element\" >\n\t<div class=\"wpb_wrapper\">\n\t\t<h5 style=\"text-align: center;\">A GENTE NASCEU PARA SER FELIZ E SONHAR<br \/>\nUma entrevista com Veronica Pinheiro<\/h5>\n<p style=\"text-align: center;\">4 de mar\u00e7o de 2024<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Veronica_7_foto-Ju-Chalita-scaled-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2240\" src=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Veronica_7_foto-Ju-Chalita-scaled-1.jpg\" alt=\"\" width=\"2560\" height=\"1707\" \/><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Veronica Pinheiro \u00e9 brincante, professora da Rede P\u00fablica Municipal do Rio de Janeiro e pesquisadora do ensino de arte para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais como mestranda do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Integrante da equipe do <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Selvagem, ciclo de estudos<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> desde 2023, ela atualmente coordena o <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Grupo Apre<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">ndizagens<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> Group of the <em>Selvagem Community<\/em>, junto de Cristine Taku\u00e1.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Veronica chegou ao <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><em>Selvagem<\/em> <\/span><strong><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/en\/semeando-narrativas-rimas-e-saberes-no-quintal\/\">semeando narrativas, rimas e saberes do quintal<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">. \u00c0 frente do <em>Children Group<\/em> ao longo de todo o ano passado, ela realizou oficinas de artes para crian\u00e7as em territ\u00f3rios ind\u00edgenas e em museus, evocou seus ancestrais na<\/span><strong><a href=\"https:\/\/youtu.be\/n8uqWopkYXY\"> Vigil of Orality<\/a>,<a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/2023\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/CADERNO74_PINHEIRO.pdf\"> percorreu estradas<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> a bordo da <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><em>Caravana Arco \u00cdris pela paz<\/em> <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">e ancorou uma animada <\/span><strong><i>Maloca das Crian\u00e7as<\/i><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">, que ofereceu atividades para crian\u00e7as durante a exposi\u00e7\u00e3o<\/span><strong><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/2023\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/CADERNOVVEV.pdf\"> Long Live the Living School<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\">. Ela tamb\u00e9m pesquisou as tintas naturais e encontrou<\/span><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/en\/muito-mais-que-cor-alquimia-das-tintas-naturais-com-jhon-bermond\/\"><span style=\"font-weight: 400;\"><strong> muito mais que cores<\/strong> <\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">no caminho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Em 2024, de volta \u00e0 escola, Veronica tem levado os conte\u00fados do <em>Selvagem<\/em> para a sala de aula, iniciando um percurso sobre aprendizagens vivas como professora da Sala de Leitura e como coordenadora das atividades de artes na Casa das Crian\u00e7as, antigo nome da atual Escola Professor Escragnolle D\u00f3ria, no Bairro Fazenda Botafogo, no Rio de Janeiro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Poderemos acompanhar mais de perto esta jornada de Veronica, al\u00e9m da jornada de Cris Taku\u00e1 nas<strong><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/en\/colabore\/\"> Escolas Vivas,<\/a><\/strong> atrav\u00e9s dos <\/span><strong><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/en\/diarios-de-aprendizagens\/\">Di\u00e1rios de Aprendizagens<\/a><\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> compartilhados em nosso site.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nesta entrevista, realizada em 26 de fevereiro de 2024, Veronica nos conta um pouco de seu caminho, da menina t\u00edmida que lia tudo o que ca\u00eda nas m\u00e3os e se emocionava ao aprender, \u00e0 artista educadora que busca ouvir o vento e semear mundos nos cora\u00e7\u00f5es que encontra.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Mariana Rotili:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Como era a Veronica crian\u00e7a?<\/span><\/p>\n<p><b>Veronica Pinheiro: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">A Veronica crian\u00e7a\u2026 Ela foi uma crian\u00e7a que chegou por \u00faltimo na fam\u00edlia. Eu nasci na entressafra dos sobrinhos e dos primos, ent\u00e3o eu cresci ouvindo da minha m\u00e3e que eu tinha que aprender a fazer as coisas sozinha, porque eu n\u00e3o tinha primos, nem irm\u00e3os da minha idade e que eu n\u00e3o era g\u00eamea de ningu\u00e9m. Isso fez com que eu criasse um mundo s\u00f3 meu, na minha cabe\u00e7a. A Veronica crian\u00e7a convivia muito bem com esse mundo de inventar coisas, eu tinha as minhas pr\u00f3prias hist\u00f3rias, eu conversava com o vento, eu conseguia sonhar o mesmo sonho v\u00e1rias vezes, por v\u00e1rios dias. Eu interrompia o sonho, vivia a minha vida, fazia as coisas que tinha que fazer para a escola e lembro de voltar da escola s\u00f3 para sonhar, voltar e parar no mesmo ponto e recapitular o sonho.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foi nesse universo, dentro de uma ocupa\u00e7\u00e3o no Rio de Janeiro chamada de Comunidade Bom do Jardim, para onde minha fam\u00edlia foi quando minha m\u00e3e engravidou de mim. Meu pai comprou um barraco nessa ocupa\u00e7\u00e3o e eu nasci ali. Eu nasci no meio de uma obra, literalmente, vivi no meio de obra durante muito tempo e, ao mesmo tempo que a minha casa era constru\u00edda, em que eu via a obra dentro da casa, eu tamb\u00e9m via a obra na comunidade. Como eu n\u00e3o brincava muito com crian\u00e7as &#8211; eu ficava mais perto dos adultos &#8211; , eu escutava as reuni\u00f5es dessa comunidade, eu ficava levando \u00e1gua para os homens da comunidade nos finais de semana, quando eles constru\u00edam a casa uns dos outros. Levei \u00e1gua pra eles quando eles pavimentaram a rua e trouxeram \u00e1gua encanada para as casas, levei \u00e1gua quando trouxeram energia para as casas\u2026 Tudo isso foi um trabalho de articula\u00e7\u00e3o interna daquela comunidade.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Hoje eu entendo que a estrutura daquela comunidade, a forma como eles sentiam, geriam comunitariamente tudo o que acontecia, os elementos ali presentes, tanto humanos, quanto n\u00e3o humanos, eu entendo que aquela estrutura comunit\u00e1ria era uma estrutura quilombola, sabe? Todas as figuras presentes eram majoritariamente pessoas negras, s\u00f3 havia uma pessoa branca ali, que era o Sr. Roberto Branco, todas as outras pessoas eram pessoas negras. Foi uma inf\u00e2ncia muito introspectiva, mas que deu o maior caminho para tudo que vinha depois. Fui muito cuidada por todo mundo, pelos meus irm\u00e3os, pelo meu pai, pela minha m\u00e3e, pelos meus primos, ent\u00e3o, eu acredito que essa minha forma como eu naturalizo o cuidado, com as coisas e com os outros, vem de ter recebido muito cuidados de todo mundo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Mariana:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> E a sua vida escolar foi na comunidade?<\/span><\/p>\n<p><b>Veronica:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> N\u00e3o, minha m\u00e3e optou por educar os filhos fora da comunidade, fora da favela. Ent\u00e3o a gente nunca frequentou as escolas dentro da favela. E, n\u00e3o sei se consciente ou inconscientemente, ela queria que a gente soubesse que existiam outros mundos al\u00e9m do nosso mundo. Nosso mundo nunca foi um problema pra gente, sabe? Ela nunca colocou defeito naquele lugar e na forma como a gente vivia, mas era um movimento que ela constru\u00eda, meio que provocava, que era da gente ir para fora dali. Eu estudei numa escola num outro bairro, e a gente ia andando at\u00e9 chegar \u00e0 escola e nisso a gente ia percebendo que, a cada 100 metros que a gente ia andando, o cen\u00e1rio mudava. Que as casas\u00a0 ganhavam reboco, tinta, muro, quintal. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Eu tive uma vida escolar tranquila, eu gostava. Comecei a frequentar escola muito nova, com dois anos de idade, porque meus irm\u00e3os estudavam, ent\u00e3o eu queria ir para a escola tamb\u00e9m. Ent\u00e3o minha m\u00e3e achou uma senhorinha que me alfabetizou muito novinha, e a partir\u2026<\/span><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">&#8230;\u201cT\u00f4 dando entrevista\u201d &#8211; a casa t\u00e1 aberta, eu tenho uma rede, e a\u00ed as crian\u00e7as descobriram que eu tenho uma rede e elas v\u00eam se balan\u00e7ar na minha rede e ficam se balan\u00e7ando, contando a vida delas, e ficam esperando eu chegar. E a\u00ed um vai contando pro outro que eu tenho uma rede, \u00e9 muito engra\u00e7ado\u2026<\/span><\/i><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">E a\u00ed foi isso, estudei e foi tranquilo. Meu universo era com a leitura, eu gostava de ler, mas n\u00e3o tinha muito o que ler, a\u00ed eu lia qualquer coisa. Lia bula de rem\u00e9dio at\u00e9 ficar hipocondr\u00edaca, virei uma crian\u00e7a que previa doen\u00e7as, sabia coisas. A minha m\u00e3e era dom\u00e9stica na casa de um m\u00e9dico e quando os filhos desse m\u00e9dico entraram para a faculdade, quando o \u00faltimo dos tr\u00eas passou no vestibular, ele resolveu se desfazer da biblioteca escolar dos filhos. Ent\u00e3o, minha m\u00e3e passou uns dois, tr\u00eas dias vindo para casa com uma mala grande com livros paradid\u00e1ticos. L\u00e1 para os meus dez anos, eu j\u00e1 lia um monte de coisas, eu nunca tive muita paci\u00eancia para televis\u00e3o e eu ficava lendo l\u00e1 os livrinhos de Machado de Assis. Eu tinha uma super biblioteca, e era curioso que eu falava de coisas que meus coleguinhas n\u00e3o sabiam o que era, e era porque eu tinha lido nos livros.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/veroniquinha.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2241 size-medium\" src=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/veroniquinha-218x300.jpg\" alt=\"\" width=\"218\" height=\"300\" \/><\/a><\/b><\/p>\n<p><b>Mariana:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> E na sala de aula, como voc\u00ea era?<\/span><\/p>\n<p><b>Veronica:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Eu era muito quieta, assim, muito, muito quieta. Era uma boa ouvinte, gostava de ouvir. Eu me emocionava nas aulas. Era muito engra\u00e7ado, eu me emocionava quando aprendia alguma coisa. E era aquela aluna que ajudava a professora, que fazia todos os trabalhos, que levava uma mochila maior do que o corpo, com medo do professor pedir um caderno que eu n\u00e3o tinha. Eu levava tudo pra escola, at\u00e9 desviar a coluna, a\u00ed minha m\u00e3e resolveu come\u00e7ar a arrumar minha mochila, porque eu levava tudo, queria fazer todos os trabalhos, dan\u00e7ar em todos os festivais. E era t\u00edmida\u2026 curioso, n\u00e9? Era t\u00edmida, mas eu gostava de estar ali. Eu sinto que eu sou meio isso ainda, eu gosto de estar, de fazer, mas \u00e9 pelo fazer, e n\u00e3o \u00e9 pelo aparecer. Sou t\u00edmida, n\u00e3o gosto de um monte de coisas. Por exemplo, eu gosto de escrever, mas me d\u00e1 uma certa agonia saber que as pessoas v\u00e3o ler o que eu escrevi, sabe?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Mariana: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">E como voc\u00ea v\u00ea essa proposta dos <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Di\u00e1rios de Aprendizagens<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">?<\/span><\/p>\n<p><b>Veronica:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Os di\u00e1rios est\u00e3o me dando uma certa responsabilidade, sabe? Porque s\u00e3o as reflex\u00f5es de uma professora. E a gente tem uma gera\u00e7\u00e3o que muitas vezes se conforma com o que o outro disse. E a\u00ed pega aquilo que o outro disse e aplica como regra para um monte de coisas. Isso me traz um senso de responsabilidade que eu acho que eu n\u00e3o teria se n\u00e3o fosse um convite do Selvagem. Se n\u00e3o fosse um caminho que o Selvagem escolheu, eu acho que eu n\u00e3o faria, por conta de as pessoas acharem que a \u00fanica forma de alfabetizar \u00e9 tal, que a \u00fanica forma de ler um livro \u00e9 de tal jeito, que todo mundo tem que pintar\u2026 N\u00e3o, n\u00e3o se aplica. Um monte de coisas que eu vou compartilhar no di\u00e1rio, talvez s\u00f3 se apliquem \u00e0quela sala de aula, \u00e0quelas crian\u00e7as, \u00e0quele lugar, sabe?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o \u00e9 mais nesse sentido. Eu gosto de cantar, mas eu n\u00e3o sei se eu quero que as pessoas me ou\u00e7am cantando. Eu acho que ao escrever, cantar, \u00e9 quando eu estou mais vulner\u00e1vel, \u00e9 quando as pessoas de fato est\u00e3o me vendo. E a\u00ed eu sinto que eu estou sendo vista, n\u00e3o s\u00f3 o que eu estou fazendo, mas as pessoas est\u00e3o, de alguma forma, me acessando, e a\u00ed eu estou sempre de olho fechado nessas horas.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Mariana:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Voc\u00ea se diz uma brincante. Como \u00e9 isso?<\/span><\/p>\n<p><b>Veronica:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00c9, eu digo que eu brinco em servi\u00e7o, que se eu n\u00e3o puder brincar em servi\u00e7o, n\u00e3o flui. Na comunidade onde eu nasci, as pessoas t\u00eam muitos valores, do tipo \u201cser uma pessoa honrada, pagar suas contas\u201d. Eu lembro que eles falavam que a gente tinha que ter brilho, e depois de muito tempo eu descobri na faculdade, que era \u2018brio\u2019, n\u00e3o era \u2018brilho\u2019! (risos) Era brio, era ter dignidade, ser honrado. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">E tamb\u00e9m a nunca levar a vida t\u00e3o a s\u00e9rio, porque a gente tamb\u00e9m nasceu para ser feliz e sonhar. E isso era uma m\u00fasica que se ouvia por l\u00e1: \u201ceu tamb\u00e9m nasci pra ser feliz e sonhar\u201d. E a\u00ed coisas que eram condenadas fora desse meu contexto, como \u2018vadiar\u2019 e \u2018brincar\u2019, pra gente eram justamente voc\u00ea ter um tempo pra voc\u00ea ser s\u00f3 aquilo que voc\u00ea quer ser. Ent\u00e3o era cantado nas rodas de capoeira &#8211; meu pai era mestre de capoeira -, nas rodas de samba de roda que rolavam ali nas lajes, era &#8220;me deixa vadiar&#8221;, &#8220;me deixa brincar&#8221;, &#8220;vai vadiar&#8221;, nesse sentido de ter a oportunidade, em algum momento da vida, de falar coisas que n\u00e3o v\u00e3o te trazer um emprego ou conquistar um amor ou se fazer respeitado por aquilo que voc\u00ea t\u00e1 dizendo ou por aquilo que voc\u00ea t\u00e1 fazendo. Esse ser brincante \u00e9 esse ser que procura brechas na vida, nessa vida que, no meu caso, \u00e9 uma vida em di\u00e1spora, esse paradigma do homem disperso, desterritorializado, mas, no meio disso, voc\u00ea encontrar, se permitir, de n\u00e3o ter que ser \u00fatil, de n\u00e3o ter que ser uma m\u00e3o de obra o tempo inteiro, sabe? Ter o direito ao \u00f3cio, \u00e0 vadiagem pela rua. E a vadiagem foi, inclusive, criminalizada, n\u00e9? Se prendia no Brasil, em um determinado tempo, por vadiagem, e essa era a contraven\u00e7\u00e3o. \u201c<\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Qual foi o crime do fulano? Tava fazendo nada\u201d<\/span><\/em><i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> A quem serve essa ideia de que a gente tem que fazer coisas o tempo inteiro? Se um emprego em que eu trabalho n\u00e3o me deixa brincar em momento nenhum, n\u00e3o deixa em algum momento eu poder ser eu, n\u00e3o ser \u00fatil para aquelas pessoas com quem eu estou vivendo, convivendo, eu n\u00e3o me demoro ali, n\u00e3o. Parafraseando a Frida Kahlo &#8220;<em>se voc\u00ea n\u00e3o puder amar, n\u00e3o se demore<\/em>&#8220;. Se eu n\u00e3o puder brincar, eu n\u00e3o me demoro. Geralmente eu vou seguir no meu trenzinho, meu rumo.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Mariana:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Voc\u00ea teve uma experi\u00eancia recente indo fazer oficinas do <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Children Group<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> em territ\u00f3rios Guarani, inclusive no da Cris Taku\u00e1, l\u00e1 no Rio Silveira. E agora voc\u00ea volta para a escola p\u00fablica. Queria que voc\u00ea contasse um pouco sobre o trabalho que voc\u00ea tem feito com crian\u00e7as ind\u00edgenas e com crian\u00e7as do Rio de Janeiro.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Veronica:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> \u00c0s vezes a gente coloca no mesmo pacote \u2018educa\u00e7\u00e3o\u2019 e \u2018escolariza\u00e7\u00e3o\u2019. S\u00e3o processos diferentes. Para educar uma crian\u00e7a, precisa de uma comunidade. T\u00e1 ali o pai, a m\u00e3e, o vizinho, o vento, o sol\u2026 tudo isso gera um processo de forma\u00e7\u00e3o daquele indiv\u00edduo. A escolariza\u00e7\u00e3o, que \u00e9 esse processo de formata\u00e7\u00e3o de modos de ser e de existir, tenta universalizar tudo e, no caso do Brasil, o governo faz uma base comum nacional curricular. Se uma favela no Rio de Janeiro \u00e9 diferente da outra, um estado, uma cidade\u2026 como vai se considerar uma base comum? Esse movimento de escolariza\u00e7\u00e3o, em algum momento, se torna a ag\u00eancia tamb\u00e9m de educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e de pessoas, ela quem determina quem \u00e9 bem educado ou mal educado e vai padronizando tudo. Com essa padroniza\u00e7\u00e3o vem uma carga de viol\u00eancia e de desrespeito muito forte, inclusive nos territ\u00f3rios. Por exemplo, eu n\u00e3o consigo, na minha cabe\u00e7a, entender uma dire\u00e7\u00e3o de escola num territ\u00f3rio, seja ind\u00edgena ou quilombola, que n\u00e3o seja de algu\u00e9m da comunidade, do territ\u00f3rio, ou que n\u00e3o seja ind\u00edgena, quilombola, ribeirinho, beradeiro. \u00c9 algu\u00e9m que o Estado manda! E ainda tem isso que o Estado regulariza e diz o que \u00e9, como estudar, como fazer. Uma das coisas que mais me chocou nos territ\u00f3rios foi a chamada escolar, porque as crian\u00e7as que v\u00e3o \u00e0 escola dentro do territ\u00f3rio, n\u00e3o s\u00e3o chamadas pelos seus nomes ind\u00edgenas, seus nomes ancestrais, elas s\u00e3o chamadas pelo nome civil. E as crian\u00e7as com quem eu tive a alegria de trabalhar nessas oficinas de constru\u00e7\u00e3o dos mitos em quadrinhos, elas eram mais ou menos vinte e apenas cinco se apresentaram para mim pelo seu nome ind\u00edgena. Todas as outras se apresentaram por nomes de registro civil. E a\u00ed eu fui procurar saber o motivo e soube que aquelas que se apresentavam como <em>Par\u00e1<\/em>, <em>Wer\u00e1<\/em>, elas n\u00e3o frequentavam a escola, porque elas ainda n\u00e3o tinham a idade escolar. Ent\u00e3o, ao mesmo tempo que eu entendo que a escola \u00e9 um universo muito necess\u00e1rio para alguns aspectos, ela \u00e9 arbitr\u00e1ria, em sua maioria.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A escola \u00e9 arbitr\u00e1ria nesse processo de dociliza\u00e7\u00e3o dos corpos, de premiar o aluno mais quietinho, o mais comportado, aquele que segue as orienta\u00e7\u00f5es sem questionar. Ela age nessa padroniza\u00e7\u00e3o, na higieniza\u00e7\u00e3o de vocabul\u00e1rio, ao botar todo mundo falando da mesma forma, se comportando do mesmo modo. Ent\u00e3o, apesar de ser professora da rede p\u00fablica municipal e de gostar de escola, me assusta ver crian\u00e7a enfileirada na fila da comida, s\u00f3 poder andar em fila, s\u00f3 poder falar se levantar a m\u00e3o,<em> &#8220;<\/em><\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">ah, mas a\u00ed a gente precisa de uma organiza\u00e7\u00e3o, de uma ordem<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"><em>&#8220;<\/em>&#8230; Ent\u00e3o diminui a quantidade de crian\u00e7as naquele espa\u00e7o, ou aumenta o n\u00famero de profissionais dispon\u00edveis para acolher aquelas crian\u00e7as. Se a gente n\u00e3o tomar cuidado, a escola pode ser um ambiente muito cruel. E muito cruel n\u00e3o no sentido do <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">bullying<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, mas dela estar a servi\u00e7o da formata\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos.<\/span><\/p>\n<p><b>Mariana:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Como est\u00e1 sendo o seu retorno para o ambiente escolar depois desse tempo de afastamento?<\/span><\/p>\n<p><b>Veronica: <\/b><span style=\"font-weight: 400;\">Eu estou fora da escola tradicional, de ensino regular, desde 2019. Minha \u00faltima atividade na rede p\u00fablica municipal foi na dire\u00e7\u00e3o do N\u00facleo de Arte, uma escola de arte p\u00fablica, para crian\u00e7as, no contraturno. Ali de alguma forma j\u00e1 existiam outros meios de trabalhar, de se comunicar, de compartilhar. N\u00e3o tinha aquela obrigatoriedade curricular de fazer ler, escrever e somar. A gente constru\u00eda artisticamente universos.<\/span><\/p>\n<p><b>Mariana:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> No ano passado voc\u00ea trabalhou s\u00f3 no <em>Selvagem<\/em>?<\/span><\/p>\n<p><b>Veronica:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> At\u00e9 maio eu estive no N\u00facleo de Arte, de onde eu sa\u00ed para pedir licen\u00e7a e ficar no <em>Selvagem<\/em>. Foi quando eu tive que voltar \u00e0 escola por 15 dias e cumprir o contrato, no meio do ano. Ali se deu aquela experi\u00eancia que foi compartilhada no caderno <em>Selvagem<\/em> que eu escrevi.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/2023\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/CADERNO74_PINHEIRO.pdf\" rel=\"noopener\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-2243 size-medium\" src=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/capaveronica-scaled-1-1382x2048-1-202x300.jpg\" alt=\"\" width=\"202\" height=\"300\" \/><\/a><\/b><\/p>\n<p><b>Mariana:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Eu queria escutar como tem sido cultivar uma <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Living School<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> dentro de uma escola\u2026 qual que seria o referente contr\u00e1rio?\u2026 uma escola formal?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><b>Veronica:<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> Sim, eu fico pensando nisso. Ao mesmo tempo que \u00e9 bonito de ouvir e de pensar, o que sustenta um discurso \u00e9 a trajet\u00f3ria. \u00c9 o percurso. Tanto que eu pedi pra n\u00e3o falar antes de conhecer as crian\u00e7as, conhecer a escola. S\u00f3 consigo pensar no que escrever depois de conhecer as crian\u00e7as. O Nego Bispo conta que a av\u00f3 dele falava pra ele o seguinte: <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">antes de botar semente, olha pra terra e v\u00ea o que que a terra pode te dar.<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"> Ent\u00e3o, como que eu vou criar um planejamento, falar sobre esse movimento, se eu n\u00e3o conhe\u00e7o as crian\u00e7as? Se eu n\u00e3o conhe\u00e7o a escola, se eu n\u00e3o conhe\u00e7o os professores? Ao mesmo tempo que \u00e9 um desafio, \u00e9 uma grande alegria poder chegar \u00e0 escola disseminando as reflex\u00f5es e as pr\u00e1ticas que s\u00e3o compartilhadas pelo Ailton Krenak, pela Cris Taku\u00e1, pelo Nego Bispo, pelo Carlos Pap\u00e1, pela Anna Dantes, por pessoas que me inspiram e que me encorajam\u2026mas eu vou estar ali no dia a dia, n\u00e9?\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Ent\u00e3o, eu chego e o primeiro movimento \u00e9 ouvir, ouvir\u2026\u00e9 ouvir muito aquelas pessoas, dar tempo para elas falarem, criar espa\u00e7o, e a\u00ed criar espa\u00e7os para brincadeira, brincadeira entre as crian\u00e7as, brincadeira entre os professores, espa\u00e7o onde elas n\u00e3o precisam ser \u00fateis, para que elas possam dizer e deixar ali, dizer o que de fato faz o olhinho delas brilhar.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o estudo do ge\u00f3grafo Leno Soretti, o territ\u00f3rio onde a escola est\u00e1 localizada tem o menor IDH da cidade e do Estado do Rio de Janeiro. A gente n\u00e3o t\u00e1 indo falar de vida, de <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">E<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">scola<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> Viva<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, onde a morte \u00e9 algo hipot\u00e9tico. Ali tudo \u00e9 muito real, tudo \u00e9 muito pr\u00f3ximo, o barulho de um tiro \u00e9 muito pr\u00f3ximo, o medo de perder o pai, a m\u00e3e, o primo e a pr\u00f3pria vida \u00e9 muito pr\u00f3ximo. A gente fala dessa vida mais imediata, dessa vida que \u00e9 individual, mas quando a gente fala de uma <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Living School<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, a gente est\u00e1 falando de uma rela\u00e7\u00e3o muito maior, rela\u00e7\u00e3o com o Sol, com o vento, com o pr\u00f3prio territ\u00f3rio, com as pessoas do territ\u00f3rio. Ent\u00e3o, a primeira coisa que eu fui tentar fazer foi ouvir e entender em que ponto a vida foi se afastando daquele lugar, para tentar criar algum caminho de reconex\u00e3o, de ativa\u00e7\u00e3o &#8211; que \u00e9 uma palavra que o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\"><em>Selvagem<\/em> <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">usa muito. A Cris fala que as mem\u00f3rias n\u00e3o morrem, mas elas adormecem e que \u00e9 preciso um acordamento dessas mem\u00f3rias, dessa vida. Algo em que eu estou acreditando bastante \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 sobre fundar uma <\/span><em><span style=\"font-weight: 400;\">Living School<\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\">, mas gerar acordamentos da vida que, um dia, habitou aquele lugar.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Eu soube, por exemplo, que antes de o territ\u00f3rio se chamar Pedreira, se chamava o Morro da Ventania, o Morro do Vento. Eu estou l\u00e1 desde dezembro e nunca ouvi o vento. Vamos ent\u00e3o criar possibilidades de o vento voltar a falar? De a gente ouvir o vento de novo, e ir ativando essas mem\u00f3rias de vida, de vida comunit\u00e1ria. O cristianismo trouxe para a periferia do Rio essa ideia da salva\u00e7\u00e3o individual, de trazer para as crian\u00e7as o desejo de se salvar, de sair daqui. E se a gente combinasse disso n\u00e3o ser um plano individual, de uma crian\u00e7a que passa na Olimp\u00edada de Matem\u00e1tica, e depois ganha uma bolsa e vai para n\u00e3o sei aonde? E se n\u00e3o fosse o plano de salvar um, de salvar tr\u00eas, mas uma constru\u00e7\u00e3o?<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A\u00ed isso vai ser coletivo, e talvez muito devagar. Eu tamb\u00e9m n\u00e3o estou preocupada com isso, de apresentar resultados, j\u00e1 que a gente est\u00e1 falando de semeadura e existem v\u00e1rios ciclos de colheita. Existem essas colheitas de ciclo curto, ciclo m\u00e9dio, de ciclo longo, ent\u00e3o, vamos semeando, n\u00e9? E despertando o m\u00e1ximo de mem\u00f3rias e ativando o m\u00e1ximo de vida que a gente puder.\u00a0<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Entrevista e prepara\u00e7\u00e3o do texto: Mariana Rotili<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Transcri\u00e7\u00e3o: Katlen Rodrigues<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Revis\u00e3o: Alice Faria<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Fotos: Juliana Chalita e acervo pessoal de Veronica Pinheiro<\/p>\n\t<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n\n\t\t\t<\/div> \n\t\t<\/div>\n\t<\/div> \n<\/div><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A GENTE NASCEU PARA SER FELIZ E SONHAR Uma entrevista com Veronica Pinheiro 4 de mar\u00e7o de 2024 Veronica Pinheiro \u00e9 brincante, professora da Rede P\u00fablica Municipal do Rio de Janeiro e pesquisadora do ensino de arte para as rela\u00e7\u00f5es \u00e9tnico-raciais como mestranda do Programa de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Artes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Integrante da equipe do Selvagem, ciclo de estudos desde 2023, ela atualmente coordena o Grupo Aprendizagens da Comunidade Selvagem, junto de Cristine Taku\u00e1.\u00a0 Veronica chegou ao Selvagem semeando narrativas, rimas e saberes do quintal. \u00c0 frente do Grupo Crian\u00e7as ao longo de todo o ano passado, ela realizou oficinas de artes para crian\u00e7as em territ\u00f3rios ind\u00edgenas e em museus, evocou seus ancestrais na Vig\u00edlia da Oralidade, percorreu estradas a bordo da Caravana Arco \u00cdris pela paz e ancorou uma animada Maloca das Crian\u00e7as, que ofereceu atividades para crian\u00e7as durante a exposi\u00e7\u00e3o Viva Viva Escola Viva. 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