{"id":2381,"date":"2024-06-07T12:39:01","date_gmt":"2024-06-07T15:39:01","guid":{"rendered":"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/comunicacoes\/?p=2381"},"modified":"2026-05-11T14:16:04","modified_gmt":"2026-05-11T17:16:04","slug":"belos-caminhos-das-escolas-vivas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/en\/belos-caminhos-das-escolas-vivas\/","title":{"rendered":"BELOS CAMINHOS DAS ESCOLAS VIVAS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><b>Escolas Vivas: Oguat\u00e4 Por\u00e3\u00a0<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><span style=\"font-weight: 400;\">Belos caminhos das Escolas Vivas\u00a0<\/span><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Texto de Cristine Taku\u00e1 com colabora\u00e7\u00e3o de<\/em><br \/>\n<em>Carlos Pap\u00e1, Jo\u00e3o Paulo Tukano e Anita Ekman<\/em><br \/>\n<em>Fotos de Cristine Taku\u00e1<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nos dias 30 e 31 de maio, junto aos coordenadores da Escola Viva Guarani, Carlos Pap\u00e1, e da Escola Viva Tukano-Desana-Tuyuka, Jo\u00e3o Paulo Barreto, participei do workshop <\/span><a href=\"https:\/\/sites.harvard.edu\/the-body-territory-of-the-rainforest\/people\/\"><em><span style=\"font-weight: 400;\">O Corpo-Territ\u00f3rio da Floresta Tropical: Revisitando as Cole\u00e7\u00f5es da Expedi\u00e7\u00e3o Thayer e Morgan por meio de Cosmovis\u00f5es e Legados da Escravid\u00e3o<\/span><\/em><\/a><span style=\"font-weight: 400;\">, no Radcliffe Institut na Universidade de Harvard, nos EUA. O convite para a participa\u00e7\u00e3o veio atrav\u00e9s da curadora Sandra Benites (Guarani Nhandeva, atualmente diretora de Artes Visuais da Funarte) e a artista, curadora e pesquisadora independente Anita Ekman que conjuntamente com\u00a0 \u00e0 <b>Ilisa Barbash<\/b> ( Museum Curator of Visual Anthropology, Harvard Faculty of Arts and Sciences) idealizaram a cria\u00e7\u00e3o deste semin\u00e1rio preparativo para a realiza\u00e7\u00e3o de uma futura exposi\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Dois dias antes do workshop no Radcliffe Institut, visitamos os acervos trazidos por Louis Agassiz e Charles Hartt do Brasil para Harvard, atrav\u00e9s de duas expedi\u00e7\u00f5es. A expedi\u00e7\u00e3o <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Thayer liderada pelo su\u00ed\u00e7o Louis Agassiz entre anos anos de 1865 e 1866 que passou pelo Rio de Janeiro, Cear\u00e1, Manaus, subiu o Rio Negro e percorreu longos caminhos floresta adentro. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">E a Expedi\u00e7\u00e3o Morgan organizada posteriormente por Charles Hartt em 1870 e 1871.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">The <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">workshop contou com um grupo interdisciplinar de artistas, historiadores de arte, curadores e cientistas brasileiros (ind\u00edgenas, afro-brasileiros, mesti\u00e7os) e norte-americanos para revisitar e ressignificar objetos coletados durante as expedi\u00e7\u00f5es de Thayer e Morgan ao Brasil no s\u00e9culo XIX e alojados em diversos arquivos da universidade de Harvard entre eles do Peabody Museum. O objetivo do encontro foi colocar em di\u00e1logo e questionamento o imagin\u00e1rio sobre as florestas tropicais brasileiras criado por europeus e americanos, expresso atrav\u00e9s dessas cole\u00e7\u00f5es. Nesse coletivo reunido pudemos contrapor isso a partir de uma perspectiva latino-americana, com as diferentes ontologias das culturas ind\u00edgenas e da di\u00e1spora africana brasileira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 regi\u00e3o que compartilham com uma extraordin\u00e1ria diversidade de plantas e animais. Este workshop abordou os debates em torno dos territ\u00f3rios da Amaz\u00f4nia e da Mata Atl\u00e2ntica, que abrigam o maior n\u00famero de esp\u00e9cies vegetais do planeta. Utilizando vis\u00f5es de mundo dos povos da floresta, ficou centralizada a rela\u00e7\u00e3o corpo-territ\u00f3rio na Floresta Tropical Brasileira, tanto no sentido do corpo humano e n\u00e3o-humano como territ\u00f3rio quanto no sentido do territ\u00f3rio \/ terra como um corpo vivo que respira.\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Al\u00e9m de destacar as diferentes cosmovis\u00f5es dos povos da floresta (ind\u00edgenas, mesti\u00e7os e afrodescendentes) sobre seu pr\u00f3prio corpo-territ\u00f3rio, tamb\u00e9m analisamos, discutimos e\u00a0 sentimos visualmente como funciona o acervo museol\u00f3gico de f\u00f3sseis, peixes, cer\u00e2micas arqueol\u00f3gicas, fotografias e esp\u00e9cimes bot\u00e2nicos, e de que forma essa expedi\u00e7\u00e3o contribuiu para a mercantiliza\u00e7\u00e3o do corpo e do territ\u00f3rio da Floresta Tropical. Tamb\u00e9m refletimos como as rela\u00e7\u00f5es Brasil-Estados Unidos do s\u00e9culo XIX e seu legado de escravid\u00e3o ind\u00edgena e africana est\u00e3o intrinsecamente ligados \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da Nhe\u2019\u00ebry e Amaz\u00f4nia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/comunicacoes\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FOTO-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-2383 aligncenter\" src=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/comunicacoes\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FOTO-1-576x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"576\" height=\"1024\" \/><\/a>Carlos Pap\u00e1 e Cristine Taku\u00e1 na cole\u00e7\u00e3o de peixes da Universidade<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Foram muitas as reflex\u00f5es que surgiram dessas escutas e olhares. <i>\u00a0<\/i>Destaco aqui a pesquisa de Anita Ekman*\u00a0que contextualiza os eixos de discuss\u00f5es deste workshop: <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;<em>A origem da palavra <\/em><\/span><em><strong>Floresta<\/strong><span style=\"font-weight: 400;\"> nos mostrou claramente que o imagin\u00e1rio global sobre o que s\u00e3o as florestas e a natureza foi criado por homens europeus. \u201cFloresta\u201d, no portugu\u00eas, ou \u201cForest\u201d em ingl\u00eas (do latim <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Forestis<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">), deriva de <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">foris <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">(\u201cfora\u201d), radical comum tamb\u00e9m \u00e0 palavra \u201cforasteiro\u201d. Esta no\u00e7\u00e3o de uma Mata que n\u00e3o ocupa o centro, que \u00e9 parte de uma natureza considerada \u201cexterior\u201d, foi enraizada no imagin\u00e1rio global pelos forasteiros europeus e norte-americanos, que, ao conceber a floresta como uma paisagem a ser \u201cdesbravada\u201d, uma \u201cTerra Nullis\u201d (terra que n\u00e3o pertence \u00e0 ningu\u00e9m), uma \u201cMata virgem\u201d (intocada pela m\u00e3o do homem e portanto \u201cimprodutiva\u201d e pass\u00edvel de ser \u201cestuprada\u201d), determinaram a coloniza\u00e7\u00e3o deste corpo-territ\u00f3rio e consequentemente a maneira pela qual ainda hoje este bioma segue sendo percebido e ocupado. Est\u00e1 justamente na raiz desta forma de pensar o que \u00e9 (e para que serve) a floresta, o principal legado do Mundo Atl\u00e2ntico. <\/span><\/em><span style=\"font-weight: 400;\"><em>Em outras palavras, foi principalmente baseado nas expedi\u00e7\u00f5es empreendidas por homens europeus e da Am\u00e9rica do Norte para as florestas brasileiras (Amaz\u00f4nia e Mata Atl\u00e2ntica) no s\u00e9c. XIX e in\u00edcio do s\u00e9c. XX que o hemisf\u00e9rio norte forjou a base do pensamento hegem\u00f4nico global acerca de paradigmas como: natureza\/cultura, tecnologia\/meio ambiente, natural\/artificial, humano\/n\u00e3o-humano, vivo\/inanimado, constituindo suas pr\u00f3prias teorias para explicar a complexidade da diversidade de formas de vida no planeta.<\/em>&#8221;\u00a0<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por isso foi t\u00e3o importante e impactante para n\u00f3s visitar os acervos da Expedi\u00e7\u00e3o Thayer, liderada pelo criacionista (e professor de Harvard) Louis Agassiz em 1865, que formou diversas cole\u00e7\u00f5es para Harvard, entre elas a maior cole\u00e7\u00e3o de peixes do s\u00e9c. XIX , cole\u00e7\u00e3o de f\u00f3sseis e a pol\u00eamica cole\u00e7\u00e3o de daguerre\u00f3tipos de ind\u00edgenas, africanos e mesti\u00e7os, criada na inten\u00e7\u00e3o de provar a superioridade caucasiana e que Charles Darwin e sua Teoria da Evolu\u00e7\u00e3o estavam errados. <\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Para Anita Ekman:<\/span><\/i><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">&#8220;<em>A visita \u00e0s florestas brasileiras por Wallace (Amaz\u00f4nia brasileira) e Darwin (Mata Atl\u00e2ntica) contribuiu expressivamente para a formula\u00e7\u00e3o da teoria da Evolu\u00e7\u00e3o das Esp\u00e9cies, que segue sendo, ainda hoje, a maneira como o Ocidente compreende a diversidade da vida no planeta Terra. Darwin, ao contr\u00e1rio de Agassiz, era contr\u00e1rio \u00e0 escravid\u00e3o e n\u00e3o acreditava na superioridade racial. No entanto, estava convicto que os homens seriam biologicamente superiores \u00e0s mulheres.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><br style=\"font-weight: 400;\" \/><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/comunicacoes\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FOTO-2-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-2384\" src=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/comunicacoes\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FOTO-2-1024x461.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"461\" \/><\/a>Pescando entre pedras, Pedra de Itapuca, Itapuca, Brazil, 1865<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">, d<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">e Jacques <\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\">Burkhardt,<br \/>\n<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">MCZ library, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Universidade de Harvard.<\/span><\/i><i><span style=\"font-weight: 400;\"><br \/>\n<\/span><\/i><br style=\"font-weight: 400;\" \/><br style=\"font-weight: 400;\" \/><br style=\"font-weight: 400;\" \/><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Charles Hartt, ge\u00f3logo canadense naturalizado americano, que foi aluno e sucessor de Agassiz, veio ao Brasil com a expedi\u00e7\u00e3o Thayer e alguns anos depois coordenou a expedi\u00e7\u00e3o Morgan, sendo o primeiro a descrever e a levar \u201cobjetos\u201d para compor cole\u00e7\u00f5es dos museus das universidades dos Estados Unidos (Peabody Museum de Harvard, o qual visitamos, e Universidade de Cornell). Entre eles, o fragmento de cer\u00e2mica mais antigo encontrado at\u00e9 o momento nas Am\u00e9ricas (no Sambaqui de Taperinha, Par\u00e1), datado em 7.600 anos Antes do Presente e armazenado no Peabody Museum de Harvard.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">Charles Hartt foi o primeiro a descrever a cer\u00e2mica da Ilha do Maraj\u00f3 na Amaz\u00f4nia, criando as primeiras cole\u00e7\u00f5es de cer\u00e2mica Marajoara para as universidades americanas. Hartt, que antes era criacionista e depois passou a defender a teoria da evolu\u00e7\u00e3o. Apesar de apontar para o fundamental papel das artistas mulheres ind\u00edgenas, ele o fez para enfim concluir que as mulheres europeias eram superiores \u00e0s artistas ind\u00edgenas, pois eram capazes de representar a natureza com maior perfei\u00e7\u00e3o na decora\u00e7\u00e3o dos objetos.<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">O que Charles Hart fora incapaz de perceber, e que os museus que guardam esses artefatos at\u00e9 o momento tampouco puderam reconhecer e promover como deveriam, \u00e9 que na labir\u00edntica e intrincada poesia visual inscrita na cer\u00e2mica Marajoara est\u00e1 plasmada a cosmovis\u00e3o, o conhecimento dos povos origin\u00e1rios desta que \u00e9 a regi\u00e3o mais biodiversa do planeta Terra. O Brasil concentra, principalmente em suas florestas tropicais (Amaz\u00f4nia e Mata Atl\u00e2ntica), a maior diversidade de esp\u00e9cies vegetais da Terra (43% das esp\u00e9cies s\u00e3o end\u00eamicas, ou seja, existem apenas no territ\u00f3rio brasileiro). E essa imensa riqueza \u00e9 resultado de um intenso e milenar manejo dos povos ind\u00edgenas que contribu\u00edram para o enriquecimento da biodiversidade desses biomas. Pois como comprovam os estudos arqueol\u00f3gicos recentes, 60% da Amaz\u00f4nia \u00e9 <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">antropog\u00eanica<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, ou seja, foi milenarmente manejada por m\u00e3os e mentes ind\u00edgenas.<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/CAPA-FOTO-4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2382\" src=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/CAPA-FOTO-4.jpg\" alt=\"\" width=\"1002\" height=\"948\" \/><\/a><em><span style=\"font-weight: 400;\">Jo\u00e3o Paulo Barreto, Carlos Pap\u00e1 e Cristine Taku\u00e1 junto a foto de Tatanka Iyotanka (\u201cTouro Sentado\u201d),<br \/>\nchefe do povo ind\u00edgena sioux<\/span><\/em><\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\">\u00c9 fundamental rever a hist\u00f3ria dessas cole\u00e7\u00f5es arqueol\u00f3gicas dos povos ind\u00edgenas do Brasil, que encontram-se em diversas institui\u00e7\u00f5es dos Estados Unidos como o Peabody Museum em Harvard, trazendo \u00e0 tona a vis\u00e3o das mulheres ind\u00edgenas das florestas brasileiras atrav\u00e9s de obras de arte criadas por artistas ind\u00edgenas e seus parceiros. Isso permite criar uma reflex\u00e3o importante: que a Hist\u00f3ria dos Estados Unidos e principalmente a acumula\u00e7\u00e3o do capital n\u00e3o est\u00e3o desvinculados da hist\u00f3ria de devasta\u00e7\u00e3o e da constante amea\u00e7a de destrui\u00e7\u00e3o desses territ\u00f3rios e culturas. Reconhecer que a Floresta e os povos ind\u00edgenas n\u00e3o fazem parte de uma distante realidade do outro lado do continente, e que s\u00e3o na verdade parte fundante da hist\u00f3ria do capitalismo global como um todo, \u00e9 um importante passo para construirmos estrat\u00e9gias mais eficazes de colabora\u00e7\u00e3o para a preserva\u00e7\u00e3o desses territ\u00f3rios e dessas culturas \u2013 o que significa dizer, na busca pela continuidade da diversidade da vida no planeta, que o \u00fatero Terra seja cuidado, que possa continuar a gerar vida.&#8221;<\/span><\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Durante toda essa troca e compartilhamento de sensa\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias, Carlos Pap\u00e1 e Jo\u00e3o Paulo puderam identificar esp\u00e9cies de peixes que n\u00e3o existem mais nas florestas. Tamb\u00e9m se encontraram com \u201cobjetos\u201d de cer\u00e2mica, instrumentos musicais e pe\u00e7as cerimoniais que n\u00e3o s\u00e3o mais vistos nas comunidades. A esses \u201cobjetos\u201d, senti de chamar de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">pensamentos<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, pois cada ser feito de barro, como a cer\u00e2mica, o instrumento musical Trukano, feito de madeira, e tantos outros que vimos nessa visita, me fez sentir forte a presen\u00e7a dos muitos pensamentos ancestrais envolvidos em sua cria\u00e7\u00e3o. Pensamentos que moldam, tecem, esculpem e transformam a natureza em arte. S\u00e3o territ\u00f3rios ancestrais que conectam pensamentos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Caminhamos e fizemos observa\u00e7\u00f5es sobre cada um desses seres\/pensamentos que visitamos no \u201cpal\u00e1cio dos mortos\u201d, como Jo\u00e3o Paulo chamou os museus. Ele falou muito emocionado da import\u00e2ncia de acordar as mem\u00f3rias e de todo o processo de viol\u00eancia que seu povo passou e que fez muitos saberes serem silenciados, como do Trukano, um tambor cerimonial, feito de tronco de \u00e1rvore e que hoje n\u00e3o \u00e9 mais encontrado nas comunidades Tukano. Foram muitos momentos de trocas e falas de Carlos Pap\u00e1 e Jo\u00e3o Paulo, que nos trouxeram profundas reflex\u00f5es sobre o fortalecimento do trabalho junto \u00e0s Escolas Vivas. Eu apresentei o cat\u00e1logo da exposi\u00e7\u00e3o Viva Viva Escola Viva para mostrar um pouco dessa constru\u00e7\u00e3o e aproximar aqueles cientistas de Harvard dos cientistas da floresta.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><br style=\"font-weight: 400;\" \/><em><span style=\"font-weight: 400;\"><a href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/comunicacoes\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FOTO-3-scaled.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-2385\" src=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/comunicacoes\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/FOTO-3-1024x461.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"461\" \/><\/a>Jo\u00e3o Paulo Barreto ao lado do Trukano, tambor cerimonial do povo Tukano<\/span><\/em><br style=\"font-weight: 400;\" \/><br style=\"font-weight: 400;\" \/><br style=\"font-weight: 400;\" \/><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Nessa profunda caminhada, pudemos compartilhar das nossas inquieta\u00e7\u00f5es e contribuir para um processo de releitura desses acervos. Atentamos para a urgente necessidade de se repensar a hist\u00f3ria e ci\u00eancia ocidentais e aprender a respeitar as epistemologias ancestrais dos povos ind\u00edgenas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A articula\u00e7\u00e3o para essa viagem se deu por Sandra Benites, <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">que foi convidada em 2021 pelo escritor da biografia de Louis Agassiz <\/span><b>Christoph Irmscher<\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> junto com Anita Ekman para discutir o<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> cap\u00edtulo escrito por ele (Chapter 7 &#8211; \u201cMr. Agassiz&#8217;s &#8216;Photographic Saloon.&#8217;\u201d ) sobre as fotografias realizadas em Manaus na expedi\u00e7\u00e3o Thayer.<\/span><\/p>\n<p>A discuss\u00e3o foi transmitida atrav\u00e9s de uma live: <a href=\"https:\/\/peabody.harvard.edu\/video-race-representation-and-agassiz%E2%80%99s-brazilian-fantasy\"><span style=\"font-weight: 400;\">Race, Representation, and Agassiz\u2019s Brazilian Fantasy<\/span><\/a><span style=\"font-weight: 400;\"> .<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Agrade\u00e7o por essa constru\u00e7\u00e3o coletiva e pela oportunidade de representarmos as Escolas Vivas e compartilhar saberes e reflex\u00f5es. Aguyjevete!<\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>* <span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0Parte da pesquisa de Anita Ekman escrita em Julho de 2022 para o projeto conceitual de exposi\u00e7\u00e3o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Womb of the Earth idealizado por Sandra Benites e Anita Ekman <\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">para o IAIA MOCNA Museum a pedido de Alexandra Mollof. <\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em><span style=\"font-weight: 400;\"><strong>Cristine Taku\u00e1<\/strong> \u00e9 uma escritora, artes\u00e3, te\u00f3rica decolonial, ativista e professora ind\u00edgena brasileira da etnia Maxakali. \u00c9 formada em Filosofia pela Unesp e foi professora por doze anos na Escola Estadual Ind\u00edgena Txeru Ba\u2019e Kuai\u2019. Atualmente \u00e9 coordenadora das Escolas Vivas e integrante do Selvagem, ciclo de estudos sobre a vida.\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><br style=\"font-weight: 400;\" \/><br style=\"font-weight: 400;\" \/><br style=\"font-weight: 400;\" \/><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escolas Vivas: Oguat\u00e4 Por\u00e3\u00a0 Belos caminhos das Escolas Vivas\u00a0 Texto de Cristine Taku\u00e1 com colabora\u00e7\u00e3o de Carlos Pap\u00e1, Jo\u00e3o Paulo Tukano e Anita Ekman Fotos de Cristine Taku\u00e1 &nbsp; Nos dias 30 e 31 de maio, junto aos coordenadores da Escola Viva Guarani, Carlos Pap\u00e1, e da Escola Viva Tukano-Desana-Tuyuka, Jo\u00e3o Paulo Barreto, participei do workshop O Corpo-Territ\u00f3rio da Floresta Tropical: Revisitando as Cole\u00e7\u00f5es da Expedi\u00e7\u00e3o Thayer e Morgan por meio de Cosmovis\u00f5es e Legados da Escravid\u00e3o, no Radcliffe Institut na Universidade de Harvard, nos EUA. O convite para a participa\u00e7\u00e3o veio atrav\u00e9s da curadora Sandra Benites (Guarani Nhandeva, atualmente diretora de Artes Visuais da Funarte) e a artista, curadora e pesquisadora independente Anita Ekman que conjuntamente com\u00a0 \u00e0 Ilisa Barbash ( Museum Curator of Visual Anthropology, Harvard Faculty of Arts and Sciences) idealizaram a cria\u00e7\u00e3o deste semin\u00e1rio preparativo para a realiza\u00e7\u00e3o de uma futura exposi\u00e7\u00e3o.\u00a0 Dois dias antes do workshop no Radcliffe Institut, visitamos os acervos trazidos por Louis&#8230;<\/p>","protected":false},"author":2,"featured_media":9084,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-2381","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-sem-categoria"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.1.1 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>BELOS CAMINHOS DAS ESCOLAS VIVAS - Selvagem<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/selvagemciclo.org.br\/en\/belos-caminhos-das-escolas-vivas\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"en_GB\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"BELOS CAMINHOS DAS ESCOLAS VIVAS - Selvagem\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Escolas Vivas: Oguat\u00e4 Por\u00e3\u00a0 Belos caminhos das Escolas Vivas\u00a0 Texto de Cristine Taku\u00e1 com colabora\u00e7\u00e3o de Carlos Pap\u00e1, Jo\u00e3o Paulo Tukano e Anita Ekman Fotos de Cristine Taku\u00e1 &nbsp; Nos dias 30 e 31 de maio, junto aos coordenadores da Escola Viva Guarani, Carlos Pap\u00e1, e da Escola Viva Tukano-Desana-Tuyuka, Jo\u00e3o Paulo Barreto, participei do workshop O Corpo-Territ\u00f3rio da Floresta Tropical: Revisitando as Cole\u00e7\u00f5es da Expedi\u00e7\u00e3o Thayer e Morgan por meio de Cosmovis\u00f5es e Legados da Escravid\u00e3o, no Radcliffe Institut na Universidade de Harvard, nos EUA. 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