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ESCOLA MUNICIPAL HORÁCIO JOSÉ RODRIGUES (TO)

By 23 de junho de 2026setembro 15th, 2026No Comments
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ESCOLA MUNICIPAL HORÁCIO JOSÉ RODRIGUES (TO)

Local: Escola Municipal Horácio José Rodrigues / Quilombo Barra da Aroeira (TO)
Comunidade envolvida: 50 crianças de 10 a 13 anos de idade
Correspondente LAS: Diego Brito

Oficina 1
Viola de buriti: construção e vivência quilombola
18/06 e 19/06

Oficineiros: Laurindo Ribeiro (mestre construtor e violeiro), Salviana Rodrigues (mestra de guianças, histórias e coleta de materiais naturais), Projeto Vereda – Instrumentos e Música
Fotografia: Emerson Silva

Em diálogo com o Ciclo das Águas, a oficina reconhece a Vereda de Buriti como espaço de conhecimento, onde natureza, cultura e água se entrelaçam. O buriti, palmeira característica das veredas, nasce e vive onde a água aflora e permanece, sendo indicador de nascentes e guardião de territórios úmidos do Cerrado. Sua presença revela caminhos da água, sustenta a vida ao redor e, ao mesmo tempo, integra profundamente o cotidiano das comunidades, oferecendo matéria para alimento, abrigo, arte e instrumentos.

A vivência pedagógica parte do reencontro das crianças com a vereda, território que, embora fundamental para a história e o modo de vida da comunidade, encontra-se hoje parcialmente afastado de sua experiência cotidiana. Nesse contexto, a construção da viola de buriti, associada às cantigas, às histórias e às danças tradicionais como a sussa, torna-se um dispositivo de aprendizagem que articula ecologia, cultura e memória. Ao trabalhar com o buriti, as crianças acessam não apenas uma matéria-prima, mas um sistema vivo que conecta água, território e ancestralidade.

Fotos: Emerson Silva

Passeio
A água ensina, o buriti orienta e o território fala
18/06

Professor: Diego Brito
Mestres: Salviana Rodrigues, Mestre Laurindo, Ermínia Rodrigues
Atividade musical: Projeto Vereda
Turma: alunos do Fundamental II

De forma integrada à oficina realizada na comunidade, o passeio educativo à Vereda preservada do Balneário Brejo Grande se constitui como um gesto de reaproximação ecológica e cultural entre as crianças e seu território: caminhar até a vereda é também reativar vínculos interrompidos entre território, memória e modos de vida.

Com a mediação de educadores, mestres da cultura e pesquisadores vinculados ao Projeto Vereda e à Associação Selvagem, a atividade compreende o território como espaço de aprendizagem viva, onde o corpo, a escuta e a experiência sensível se tornam caminhos de conhecimento. Ao longo da vivência, as crianças são convidadas a perceber a vereda como sistema ecológico e, ao mesmo tempo, como território de ancestralidade, lugar onde natureza e cultura não se separam, mas se constituem mutuamente.

Registros: Emerson Silva